Durante 10 anos, Luiz Felipe Pereira construiu sua carreira como gestor de Tecnologia da Informação (TI). Depois de ficar desempregado, passou a fazer trabalhos pontuais na área, mas já não tinha o mesmo interesse em seguir naquele mercado. Foi nesse período que uma atividade presente desde a juventude começou a ganhar outro significado: o cuidado com carros. Luiz estudou a franquia Acquazero por cerca de dois anos antes de investir, e há cinco anos está à frente da Acquazero Vila da Penha, no Rio de Janeiro (RJ).
A relação com o setor automotivo começou muito antes de pensar em empreender. Ainda jovem, Luiz aproveitava os domingos para cuidar dos carros da tia e do tio.
Depois dos 18 anos, passou a fazer o mesmo com o próprio veículo. Carros e motos sempre estiveram entre seus interesses, e os conteúdos sobre conservação automotiva também faziam parte do que acompanhava pela internet.
Naquele momento, porém, tudo isso ainda era um hobby.
A possibilidade de transformar esse interesse em negócio surgiu anos depois, justamente quando Pereira começou a repensar o próprio futuro profissional.
Cinco anos longe do mercado de TI abriram espaço para uma nova possibilidade
Antes de empreender, Luiz havia trabalhado por uma década como gestor de TI. Depois de ficar desempregado, passou aproximadamente cinco anos sem um emprego fixo e fazia trabalhos pontuais em sua área de formação.
O período também serviu para pensar sobre os próximos passos. Mais do que voltar ao mesmo tipo de trabalho, ele começou a considerar a possibilidade de construir algo próprio.
“Quando fiquei desempregado, pensei com bons olhos em empreender, pois já estava cansado do ramo no qual sou formado”, conta.
Foi então que o interesse pelo universo automotivo entrou nessa decisão. Se fosse investir em um negócio, fazia sentido procurar algo relacionado a um setor do qual realmente gostava.
E a Acquazero já havia chamado sua atenção.
Dois anos de pesquisa antes de abrir a loja
Pereira não conheceu a Acquazero apenas quando decidiu procurar uma franquia. Ele já tinha visto comerciais da marca pela televisão, no canal SBT, e começou a pesquisar sobre o negócio.
Esse processo durou cerca de dois anos.
Em vez de tomar a decisão apenas com base nas informações encontradas online, o futuro franqueado quis observar a operação mais de perto. Levou o próprio carro até uma unidade da rede no Rio de Janeiro (RJ), contratou um serviço e aproveitou a oportunidade para entender melhor como funcionava uma loja.
Ele também conversou diretamente com o franqueado, que apresentou aspectos positivos e desafios da operação.
Depois, voltou para casa e continuou analisando a possibilidade ao lado da esposa, Débora Peres. O casal fez as contas e avaliou a viabilidade do investimento.
A conversa não encerrou a análise. Pelo contrário, trouxe mais elementos para que ele continuasse estudando antes de tomar a decisão.
“Eu havia feito uma consulta breve e depois passei a estudar em casa com minha esposa a viabilidade do negócio, se realmente valeria a pena”, lembra.
Desde o início, uma coisa estava definida: se entrasse no setor, Pereira queria uma loja física.
O interesse por carros encontrou espaço no empreendedorismo
Escolher um negócio relacionado ao universo automotivo não aconteceu por acaso. Luiz já tinha uma relação antiga com carros e motos, e isso ajudou a direcionar sua busca.
Afinal, ele tinha o hábito de cuidar dos veículos da família aos domingos.
Ainda assim, gostar do setor não eliminou as dúvidas de quem estava prestes a fazer um investimento. Pereira queria saber se o modelo poderia funcionar e se conseguiria administrar uma operação diferente de tudo o que havia feito durante os anos em TI.
“Os medos eram os normais: se iria dar certo, se realmente era um ramo bom e se conseguiria dar conta”, afirma.
A análise também considerou aspectos práticos da operação. Na conversa com o franqueado que visitou, Pereira entendeu, por exemplo, que o clima poderia afetar o movimento da loja. Em dias de chuva, a procura pelos serviços tende a diminuir.
Essa característica precisava entrar nas contas enquanto ele avaliava o negócio. Ele entendeu que, para contornar a situação, precisaria promover outros serviços além da lavagem. Por exemplo, a remoção de chuva ácida e cristalização do pára-brisa, higienização interna completa, tratamento couro, revitalização plásticos internos etc.
Depois de estudar esses diferentes aspectos, Luiz decidiu seguir com o projeto.

Montar uma boa equipe se tornou um dos maiores desafios
Se antes da abertura havia dúvidas sobre o mercado e a operação, a experiência como franqueado apresentou outros desafios.
Para Pereira, um deles se destacou ao longo dos últimos cinco anos: formar uma equipe.
Encontrar profissionais, ensinar os processos e construir um time alinhado ao padrão que deseja para a unidade exigiu tempo. O próprio nível de cobrança do empreendedor também tornou esse processo mais criterioso.
“Meu nível de exigência comigo mesmo é muito elevado”, reconhece.
Hoje, porém, ele avalia que conseguiu formar uma boa equipe.
O resultado aparece também na percepção dos clientes. Luiz procura acompanhar as avaliações publicadas no Google e mantém alguns desses relatos salvos nos Destaques do Instagram da unidade.
São registros que ajudam a acompanhar como o trabalho realizado pela equipe agrada quem utiliza os serviços.
E, quando fala sobre as mudanças provocadas pelo empreendedorismo, o franqueado brinca antes de responder.
“O que mais mudou foram os cabelos brancos”, diz, aos risos.
Depois da brincadeira, vem uma percepção mais pessoal: ele acredita que os anos à frente da loja trouxeram um amadurecimento importante.
“Eu sempre fui CLT, e ser dono de empresa requer um entendimento maior, dosar o estresse, ouvir mais e outras coisas”, comenta.
A rotina como empreendedor também permite uma presença maior na vida da família. O franqueado consegue, por exemplo, acompanhar de perto a filha, Maria Fernanda, de 4 anos. Ele conta que pode cuidar dela ao acordar, levar e buscar na escola, e dedicar o final de semana para ela.
Casal toma as decisões em conjunto
Embora Luiz Felipe esteja diretamente à frente da operação, Débora, sua esposa, também participa da unidade. Ela mantém a própria atividade profissional, então não participa diariamente da rotina da franquia.
Mas sua presença acontece de outra maneira.
Ela contribui com ideias, conversa com o esposo sobre as decisões e, quando a rotina permite, também está presente na loja. Essa parceria acontece desde a fase em que os dois estudaram juntos se o investimento fazia sentido.
“Ela está por trás. Como tem o emprego dela, me auxilia quando pode. Mas sempre conversamos tudo”, explica Pereira.
Essa troca uniu mais o casal. O franqueado conta que, apesar do estresse ser maior, não ter sócios traz tudo para dentro de casa, mas com responsabilidade para não misturar com a rotina.

A meta de faturamento ainda faz parte dos próximos passos
Depois de cinco anos com a Acquazero, o franqueado ainda tem objetivos que pretende alcançar com a unidade.
Ao avaliar o negócio, ele considera o resultado positivo. Ao mesmo tempo, reconhece que ainda existe uma meta importante pela frente: chegar ao faturamento que estabeleceu para a operação, de R$ 30 mil mensais. Hoje, com frequência eles atingem os R$ 25 mil.
Esse objetivo se soma ao desafio de continuar desenvolvendo a equipe e aprimorando a unidade.
Quando precisa de apoio em questões relacionadas à franquia, Pereira também recorre ao suporte da rede. Ele cita o consultor da marca e a técnica responsável pela rede entre as pessoas que costuma acionar quando surge alguma necessidade. O suporte é diário.
Ao longo dos anos, essas conversas também tiveram um papel de orientação. Segundo o franqueado, foram trocas que trouxeram novas perspectivas sobre a operação e pontos que poderiam ser melhorados na loja.
O próximo passo, portanto, não parte da ideia de que o negócio já chegou ao seu limite.
“Espero elevar cada vez mais o nível da franquia”, afirma.
Experiência mudou a forma de olhar para o próprio negócio
Há cinco anos, Pereira tomou a decisão de empreender. Ele não tinha experiência em ter o próprio negócio, mas hoje consegue aconselhar quem pensa em fazer o mesmo.
Ele recomenda estudar o negócio que se tem interesse, analisar se a localização combina com a operação, fazer contas e conversar com pessoas que já atuam no setor.
Não é uma orientação distante de sua própria história. Antes de abrir a Acquazero Vila da Penha, Luiz assistiu aos comerciais da marca, pesquisou durante cerca de dois anos, levou o carro a uma unidade, conversou com um franqueado e analisou a viabilidade ao lado da esposa.
O interesse por carros já existia desde os domingos em que cuidava dos veículos da família. O que veio depois foi a decisão de transformar algo que sempre fez parte de sua vida em uma atividade profissional. Após cinco anos, ele continua feliz com sua decisão, e empenhado em fazer a loja crescer cada vez mais!







