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Viagem entre amigas dá origem a sociedade no turismo

franqueadas encontre sua viagem

Jane Queiroz, Micaela Bernardes e Rogéria Lopes já tinham carreiras construídas quando uma experiência em comum começou a aproximá-las também profissionalmente. Depois de viajarem juntas para Malta, na Europa, as conversas sobre turismo ganharam outro significado. Tempos depois, Jane encontrou na Encontre Sua Viagem o modelo que procurava para um novo projeto profissional e convidou as duas para a sociedade. Hoje, as três conciliam suas atividades com a agência e encontraram nas viagens corporativas uma frente que passou a movimentar o negócio.

As três chegaram ao empreendedorismo por caminhos diferentes. Jane já administra uma escola de educação profissional há 18 anos. Micaela construiu sua carreira na área comercial do agronegócio. Rogéria é enfermeira e funcionária pública.

O ponto de encontro apareceu no turismo. Para Jane, a agência faz parte do projeto para uma nova fase da vida. Para Micaela, representa a possibilidade de construir algo próprio sem abandonar a carreira. Para Rogéria, tornou-se uma forma de buscar novos desafios enquanto se aproxima da aposentadoria.

Malta aproximou três trajetórias profissionais

Micaela é sobrinha de Jane, que por sua vez é proprietária de uma escola onde Rogéria deu aulas em um curso de enfermagem. Foi assim que Jane e Rogéria se aproximaram, mas a amizade ganhou ainda mais força durante a pandemia, quando Rogéria se tornou como uma irmã para Jane. Ao longo dessa relação, Jane também foi uma grande incentivadora de Rogéria, especialmente quando o assunto era empreender.

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A viagem para Malta, país na Europa, aconteceu cerca de um ano e meio antes da criação da sociedade. Para Micaela, havia ainda um significado particular: era sua primeira viagem internacional.

O contato com outro idioma, cultura, paisagens e modos de vida ampliou sua percepção sobre aquilo que uma viagem poderia proporcionar. Ao lado de Jane e Rogéria, também começaram conversas que mais tarde ajudariam a aproximá-las como sócias.

“Malta acabou sendo mais do que um destino para mim. Foi, de certa forma, o início de uma nova fase da minha vida”, afirma Micaela.

Para Rogéria, aquela experiência também teve peso na decisão posterior. A enfermeira já pensava em empreender, mas projetos anteriores discutidos com outras pessoas não haviam avançado.

O momento de vida de cada uma e a identificação com o turismo fez a nova possibilidade sair do campo das ideias.

Jane já tinha um plano ainda mais antigo. Ela costumava dizer que, quando se afastasse da operação de sua empresa, gostaria de montar uma agência em home office, vender passeios que tivesse vontade de fazer e levar outras pessoas para conhecer esses lugares.

Foi esse desejo que posteriormente a levou a procurar uma agência de viagens e encontrar a Encontre Sua Viagem.

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Jane já tinha 18 anos de experiência como empreendedora

A relação de Jane com o empreendedorismo começou muito antes da agência. Há 18 anos, ela deixou o cargo de professora efetiva que ocupava em Minas Gerais para abrir uma escola de educação profissional na Bahia.

A decisão aconteceu depois de um problema de saúde relacionado ao excesso de trabalho.

Na época, Jane dava aulas das 7h às 23h para alcançar uma renda que considerava suficiente para manter seu padrão de vida. A jornada extensa levou a um quadro de estafa e à necessidade de rever sua rotina.

Ela fez uma lista do que gostaria de mudar. Entre os principais pontos estavam os horários rígidos e a relação entre quantidade de horas trabalhadas e remuneração.

Também listou aquilo que sabia fazer melhor. Educação apareceu em primeiro lugar e vendas, em segundo. A combinação das duas competências resultou na escola.

Agora, Jane vive outra transição.

Ela prepara a sucessão da empresa e pretende deixar a operação direta a partir de 2028. Assim, a agência da Encontre Sua Viagem surgiu como uma atividade que poderá ocupar essa nova etapa com algo que sempre esteve entre seus interesses pessoais: viajar.

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Micaela encontrou espaço para construir algo próprio

Micaela não chegou ao empreendedorismo por insatisfação profissional. Ela já trabalhava na área comercial do agronegócio e gostava especialmente de vendas, relacionamento com clientes e busca de soluções.

Apesar disso, existia a vontade de construir algo próprio.

Quando Jane apresentou a possibilidade da agência home office, Micaela percebeu que não precisaria escolher entre a carreira que já havia construído e um novo negócio.

“Eu poderia continuar atuando em uma área que eu gosto e, ao mesmo tempo, me permitir viver esse novo desafio”, explica.

O turismo ainda acrescentava uma identificação pessoal. Micaela já gostava de pesquisar destinos, criar roteiros e viajar. O desafio estava em entender que gostar de viagens era diferente de administrar uma empresa no setor.

Por isso, suas primeiras preocupações envolveram os processos, responsabilidades, atendimento e conhecimentos necessários para fazer o negócio funcionar.

Com a prática e a experiência adquirida nos atendimentos, as dúvidas foram diminuindo e ela ganhou mais segurança no trabalho.

Rogéria encontrou um projeto para além da estabilidade

Para Rogéria, entrar em uma empresa representava um movimento ainda mais distante de sua realidade profissional.

Enfermeira e funcionária pública efetiva, ela construiu a carreira dentro da estabilidade do serviço público. Com o passar dos anos, porém, começou a sentir que havia poucas possibilidades de novos desafios ou crescimento dentro daquela estrutura.

A proximidade da aposentadoria trouxe outra pergunta: o que faria profissionalmente depois dela?

Rogéria não queria simplesmente interromper sua vida profissional. Buscava uma atividade que pudesse mantê-la ativa, trazer novos conhecimentos e também gerar retorno financeiro.

O convite de Jane apareceu nesse contexto.

A princípio, a instabilidade do empreendedorismo provocava receio. E, de certa forma, questões financeiras, burocráticas e a responsabilidade de entregar corretamente aquilo que o cliente espera ainda fazem parte de suas preocupações.

“Eu sou uma recém-nascida nesse mundo de empreender”, comenta a franqueada.

Mesmo assim, justamente por se tratar de uma franquia e de um negócio relacionado ao turismo, Jane decidiu aceitar o desafio.

A primeira cliente chegou por meio de Micaela

Jane e Rogéria começaram o projeto em outubro de 2025 e Micaela entrou em novembro. Como a empresa ainda estava em implantação, as vendas começaram quando as três já participavam da operação.

A primeira cliente foi Priscila, amiga de Micaela.

Naquele momento, as sócias ainda estavam aprendendo os processos operacionais. Por isso, a confiança da cliente teve um significado especial.

“Era uma mistura de felicidade, ansiedade e responsabilidade, porque a gente queria que saísse perfeito”, lembra Micaela.

O relacionamento não terminou naquela primeira compra.

Priscila voltou a adquirir outros serviços e também indicou a agência para amigos e familiares. Para Micaela, a continuidade mostrou que aquela primeira venda não havia acontecido apenas pela amizade.

Outro momento importante veio com a primeira comissão de venda.

Ver o ganho entrar fez com que o planejamento começasse a ter uma dimensão concreta para as três sócias.

Os primeiros meses exigiram adaptação

O início trouxe um desafio em comum: nenhuma das três tinha disponibilidade integral para se dedicar à nova atividade.

Jane continuava à frente da escola, Micaela mantinha sua carreira no agronegócio e Rogéria seguia no serviço público. Assim, o tempo disponível para aprender os processos da agência precisava ser dividido com as demais responsabilidades.

Também havia uma quantidade significativa de informações novas sobre plataformas, fornecedores, tarifas e operação.

No início, uma cotação exigia mais tempo e atenção. Mas à medida que passaram a realizar atendimentos, comparar opções e utilizar os sistemas, as sócias começaram a ganhar agilidade.

E Micaela destaca que esse processo não terminou.

“O turismo é um mercado muito dinâmico, que exige atualização constante e atenção às melhores oportunidades”, afirma.

Hoje, todas trabalham na operação quando necessário, mas há também uma divisão de tarefas. Jane é responsável pela administração da franquia e pela parte comercial, principalmente na venda para empresas. Micaela fica à frente da operação, realiza estratégias de marketing e coordena uma colaboradora. A colaboradora realiza toda a parte de emissão de passagens. Já Rogéria se dedica mais ao financeiro do negócio. 

Uma oportunidade apareceu nas viagens corporativas

A experiência profissional anterior de Jane acabou abrindo uma frente que inicialmente não era o principal foco da agência.

Sua escola técnica realiza treinamentos corporativos, principalmente para empresas do setor elétrico. Ao longo dos anos, o negócio já atendeu centenas de empresas espalhadas pelo Brasil.

Parte desses contratos exige o deslocamento de instrutores para estados como Pará, Amapá e Rio Grande do Sul.

Jane percebeu que poderia levar essa necessidade para dentro da própria agência. Sua escola passou a utilizar os serviços da Encontre Sua Viagem para alguns desses deslocamentos.

A experiência despertou outra percepção: se sua empresa precisava organizar viagens de colaboradores, outros clientes provavelmente enfrentavam a mesma demanda.

A partir daí, as sócias começaram a explorar o atendimento corporativo.

Primeiro contrato corporativo chegou com três meses de operação

Uma oportunidade concreta surgiu quando um dos clientes da escola de Jane fechou um novo contrato e passou a ter uma demanda maior de recrutamento, seleção e deslocamento de profissionais.

Jane apresentou inicialmente uma proposta para emissão de passagens.

Depois de conhecer o atendimento, a empresa levou a possibilidade para sua diretoria e aprovou a contratação.

A agência tinha aproximadamente três meses de funcionamento quando conquistou esse primeiro cliente corporativo.

O resultado mudou a percepção das sócias sobre o potencial dessa frente.

Segundo Jane, houve uma ocasião em que a agência realizou mais de 20 atendimentos no mesmo dia para um único cliente. Assim, em vez de conquistar individualmente cada passageiro, uma relação comercial passou a gerar diferentes emissões conforme surgiam as necessidades da empresa.

Para um negócio recém-criado, esse movimento teve um impacto importante.

Jane afirma que o volume alcançado ficou acima do que as sócias imaginavam atingir naquela fase e que os clientes corporativos passaram a representar a principal movimentação do caixa da agência de viagens.

Atendimento B2B passou a orientar os próximos passos

A experiência levou as sócias a enxergarem diferenças entre o turismo de lazer e as viagens corporativas.

No lazer, o cliente pode dedicar mais tempo à pesquisa de destinos, preços, hotéis e roteiros antes de decidir.

No ambiente corporativo, a viagem normalmente nasce de uma necessidade da empresa. O profissional precisa chegar a determinado destino e fatores como rapidez, suporte e assistência ganham importância.

Foi nesse cenário que as sócias encontraram uma oportunidade de atuação.

Jane acredita que o próximo passo está em ampliar a atuação destinada ao atendimento B2B e conquistar novas empresas para a carteira de clientes.

Apesar de a agência ainda estar no início, ela considera que o suporte da franqueadora foi importante para que as sócias conseguissem assumir os primeiros contratos.

“A agilidade no atendimento operacional fez com que a gente conseguisse abraçar esse desafio e ter um bom resultado”, afirma.

Três momentos de vida reunidos em um mesmo projeto

A agência em Teixeira de Freitas (BA) ainda é recente e cada uma das sócias continua construindo sua relação com o empreendedorismo.

Jane olha para 2028 como o momento em que deverá se afastar da operação da escola e ter mais disponibilidade para o novo negócio.

Micaela continua na área comercial do agronegócio, mas passou a pensar também em autonomia, construção de patrimônio e crescimento de uma empresa própria.

Rogéria permanece no serviço público e ainda se considera no início do aprendizado empreendedor. Mas ela já enxerga uma perspectiva diferente para a aposentadoria e conta ter obtido um aumento de renda com a nova atividade.

Mas qual a melhor opção para abrir um negócio? Para Jane Queiroz, empreender precisa estar conectado às capacidades, aos interesses e ao momento de vida de cada pessoa.

“Não é apenas empreender, é saber como, quando e em que empreender”, resume.

No caso das três sócias, a sociedade criou espaço para objetivos diferentes coexistirem dentro do mesmo negócio. Enquanto Jane prepara uma transição profissional, Micaela constrói sua primeira empresa sem abandonar a carreira e Rogéria descobre o empreendedorismo enquanto pensa na vida depois do serviço público.

A agência ainda está nos primeiros passos, mas cada uma já encontrou nela uma possibilidade diferente para o próprio futuro.

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