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Casal transforma paixão por viagens em fonte de renda

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Ana Cardoso e Ângelo Oliveira já viajavam com frequência e acabavam se tornando referência entre amigos e familiares que procuravam passagens mais baratas ou dicas sobre destinos. Ao mesmo tempo, o casal buscava um negócio que pudesse chamar de seu. A união desses interesses levou os dois a uma franquia de turismo que hoje funciona em home office, permite trabalhar até durante as viagens e, em alguns meses, gera uma renda superior à obtida com a outra atividade profissional do casal.

A mudança não significou abandonar tudo o que faziam para apostar exclusivamente em uma agência. Ana é formada em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e trabalha como auxiliar administrativa na empresa da família do esposo. Ele também atua no negócio familiar, uma papelaria, onde cuida de licitações e pedidos.

A franquia entrou nessa rotina como um projeto construído pelos dois e se adaptou à vida que já tinham, inclusive ao convívio com a filha e às viagens em família. Hoje, Ana e Oliveira dividem as responsabilidades da agência e conciliam a operação com as demais atividades profissionais.

A busca por um negócio para chamar de “nosso”

A vontade de empreender não começou com a descoberta de uma marca específica. Ana conta que ela e Oliveira já procuravam algo que tivesse a identidade do casal e chegaram a pesquisar franquias de diferentes segmentos.

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Foi durante essa busca que o turismo começou a fazer mais sentido. Viajar já fazia parte da rotina da família e, mesmo antes de terem uma agência, os dois costumavam ajudar pessoas próximas.

“Eu e ele sempre buscamos algo para chamar de ‘nosso’, algo com que nos identificássemos. Buscamos franquias de diversos setores e a agência de viagens foi o que mais nos chamou atenção”, conta Ana.

A identificação tinha uma explicação prática. Como viajavam com frequência, amigos e familiares procuravam o casal para pedir ajuda na busca por passagens mais baratas e informações sobre lugares que eles já conheciam.

Para Ana, surgiu então uma pergunta simples: por que não transformar aquela afinidade em negócio?

Depois de algumas reuniões, o casal decidiu investir na Encontre Sua Viagem. Eles começaram a operação no formato home office e já contavam com uma base inicial de pessoas que conheciam o trabalho e as experiências do casal com viagens.

As próprias viagens se tornaram parte da experiência profissional

Viajar continuou fazendo parte da vida de Ana e Oliveira depois da abertura da agência. A diferença é que as experiências pessoais também passaram a ajudar os dois na hora de orientar os clientes.

Oliveira brinca que o casal passou a usar a própria profissão como uma “desculpa para viajar”. Para ele, conhecer pessoalmente um destino permite oferecer informações que vão além daquelas aprendidas em treinamentos ou encontradas em materiais turísticos.

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“Precisamos conhecer novos locais para poder oferecer uma experiência melhor para o nosso cliente”, explica Oliveira.

Gramado, no Rio Grande do Sul, é um dos exemplos citados por ele. Como já estiveram no destino e tiveram diferentes experiências de deslocamento, conseguem conversar com os clientes a partir daquilo que viveram e ajudar a personalizar a viagem.

Assim, as viagens da família ganharam também um novo significado profissional. Em vez de separar completamente trabalho e lazer, o casal encontrou uma atividade que permite aproveitar os conhecimentos adquiridos durante os próprios passeios para melhorar o atendimento.

E existe uma companhia que não fica de fora desses momentos: a filha deles, de dois anos e meio, acompanha Ana e Oliveira nas viagens.

“Não conseguimos pensar em viajar sem ela. Para onde nós vamos, somos sempre nós três!”, conta Oliveira.

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O home office trouxe flexibilidade para a rotina da família

O modelo home office permite que Ana e Oliveira mantenham a agência integrada à rotina familiar. Para o casal, um dos principais benefícios está justamente na possibilidade de administrar os atendimentos sem precisar deixar de lado a convivência com a filha ou as outras atividades profissionais.

Ana pode trabalhar de casa enquanto está com ela. Oliveira também consegue cuidar de demandas da agência mesmo estando na empresa da família. Dessa forma, os dois distribuem as tarefas conforme a disponibilidade e a função de cada um.

A flexibilidade aparece até quando estão longe de Santarém (PA). Oliveira lembra de uma viagem para Fortaleza (CE) em que precisou fazer uma emissão enquanto estava na Praia do Futuro. O celular e uma conexão com a internet foram suficientes para concluir o atendimento.

“A gente pode estar em qualquer lugar que tenha internet e fazer essas vendas”, explica o franqueado.

Essa possibilidade se aproxima bastante daquilo que o casal procurava quando decidiu empreender. O negócio não exigiu que os dois abandonassem a empresa familiar, as viagens ou a rotina com a filha. A agência encontrou espaço entre essas atividades.

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Ao mesmo tempo, existe uma divisão de responsabilidades. Ana concentra boa parte das tarefas financeiras, emissão de notas fiscais e algumas ações de marketing. Já Oliveira atua mais diretamente nas vendas e no pós-venda. Os dois também discutem juntos estratégias para atrair novos clientes.

Uma operação que passou a ter peso importante na renda

O que começou como a busca por uma atividade com a identidade do casal ganhou importância financeira dentro da família. Ana Cardoso conta que a renda da franquia já ajuda a pagar investimentos, a casa e alguns dos principais custos fixos da família.

Em determinados meses, segundo ela, o valor obtido com a agência chega a superar a renda das demais atividades profissionais do casal.

Ângelo Oliveira também destaca o peso que a operação conquistou. Segundo ele, o casal já chegou a obter entre R$ 5 mil e R$ 7 mil em um mês com a agência, mesmo mantendo uma operação home office.

Os números não representam uma renda fixa. O próprio casal deixa claro que os resultados variam e dependem do trabalho realizado, da demanda dos clientes e das condições do mercado.

Porém, eles mostram como uma atividade que começou em paralelo ao negócio familiar ganhou espaço na organização financeira da casa. 

O relacionamento com os clientes virou parte da estratégia

A experiência de Ana e Oliveira também mostrou que trabalhar com turismo não se resume à venda de uma passagem aérea. O casal busca manter contato com os clientes e ampliar o atendimento de acordo com as necessidades de cada viagem.

Oliveira, por exemplo, salva os contatos de pessoas que demonstram interesse em viajar e mantém uma comunicação frequente. Mesmo quando alguém não compra naquele momento, ele acredita que permanecer próximo pode gerar uma venda futura ou uma indicação.

“Eu acredito que a grande chave é estar o tempo todo presente com o nosso cliente”, afirma Oliveira. Às segundas-feiras, por exemplo, ele costuma enviar mensagens para desejar uma boa semana e manter o relacionamento.

O casal também trabalha com diferentes serviços relacionados à viagem. Embora as passagens aéreas tenham peso importante na operação, eles oferecem hotéis, passeios, seguro viagem e outras soluções que podem complementar a experiência do cliente.

Essa variedade também permite adaptar a estratégia comercial às mudanças do mercado. Quando o preço das passagens aéreas fica mais alto, por exemplo, Ana e Oliveira procuram alternativas dentro do próprio turismo e trabalham outros serviços disponíveis.

Ana cita inclusive as passagens rodoviárias como uma dessas possibilidades. Para o casal, a resposta aos períodos mais desafiadores está em conhecer melhor o cliente, diversificar as soluções e procurar novas oportunidades dentro da própria operação.

Identificação com o negócio fez diferença na trajetória

Começar um negócio próprio não costuma ser fácil. Ana lembra que o início trouxe desafios, mesmo quando já existia uma base inicial de possíveis clientes. No caso do casal, porém, a identificação prévia com o turismo ajudou a tornar o processo mais natural.

Eles não escolheram primeiro uma franquia para depois tentar gostar daquele mercado. O caminho aconteceu no sentido contrário: perceberam algo que já fazia parte da vida dos dois e procuraram uma estrutura que permitisse transformar esse interesse em uma atividade profissional.

Essa experiência também influencia a maneira como Ana enxerga o franchising atualmente. Se alguém perguntasse a ela sobre começar a empreender, uma franquia estaria entre suas primeiras recomendações, desde que existisse identificação com a atividade escolhida.

A história de Ana e Oliveira acabou unindo aspectos que antes já estavam presentes separadamente na rotina dos dois. Havia o desejo de construir algo próprio, o gosto por viagens, a experiência de ajudar pessoas próximas e a necessidade de manter espaço para a família e para as atividades que já exerciam.

Hoje, a agência não substitui tudo isso. Ela se incorporou à vida do casal. Ana e Oliveira continuam trabalhando na empresa familiar, viajam com a filha e administram a franquia da Encontre Sua Viagem juntos. A diferença é que aquilo que antes rendia apenas pedidos de dicas entre amigos passou a representar também um negócio próprio e uma fonte importante de renda para a família.

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