O Brasil tem mais de 16 mil empresas no segmento de sorvetes e gelados comestíveis, segundo levantamento da Abrasorvete em parceria com o Senai-SP, e o setor encerrou 2025 com crescimento real de 6,8%.
A projeção para 2026 é de alta de 16,3% no faturamento. Para quem busca uma franquia de sorveteria, o momento é de oferta ampla: são dezenas de redes ativas, com investimento inicial entre R$ 60 mil e R$ 5 milhões, em modelos que vão de quiosque de açaí a gelateria molecular.
O consumo per capita de sorvete no Brasil é de 7,7 litros por pessoa ao ano, conforme estudo da Abrasorvete com a EJFGV. Para quem avalia uma franquia de sorveteria, esse dado é relevante porque mostra que o mercado ainda tem espaço considerável de expansão.
O número fica bem abaixo da Nova Zelândia (28,3 litros) e dos Estados Unidos (20,8 litros), o que indica espaço real de crescimento no mercado doméstico. A Abrasorvete projeta expansão de 50% no consumo até 2033, uma meta que orienta os investimentos das redes e amplia continuamente a oferta para quem avalia uma franquia de sorveteria.
A Região Sudeste concentra 52% do consumo nacional, com São Paulo liderando (20%), Minas Gerais (9,87%) e Rio de Janeiro (9,73%) em seguida, segundo dados da BHBfood. Norte (5%) e Centro-Oeste (9%) têm os menores índices, mas também representam mercados com espaço de expansão para redes que operem fora do eixo tradicional. Em formato, o sorvete de pote domina com 73,47% do consumo nacional, seguido por picolés (13,20%) e soft (10,93%).
Veja e compare essa lista de redes de franquia de sorveteria
| Marca | Investimento (R$) | Página da marca |
|---|---|---|
| Jah do Açaí | a partir de 270.000 | ver franquia |
| Açaí Beat | 100.000 a 120.000 | ver franquia |
| Açaí no Kilo | 160.000 a 300.000 | ver franquia |
| Açaí Trevo | 125.000 a 310.000 | ver franquia |
| Belari Gelato Artesanal | a consultar | ver franquia |
| Cacau Show | 64.900 a 310.000 | ver franquia |
| Chiquinho Sorvetes | 315.000 a 555.000 | ver franquia |
| Chocolates Brasil Cacau | 180.000 a 230.000 | ver franquia |
| Cuor di Crema | 270.000 a 430.000 | ver franquia |
| Di Matteo Açaí | 140.000 | ver franquia |
| Dulca | a consultar | ver franquia |
| Duo Gelatto Premium | 290.000 a 640.000 | ver franquia |
| Gela Boca Sorvetes | 350.000 a 1.090.000 | ver franquia |
| Goldko | a consultar | ver franquia |
| Havanna | 331.000 a 785.000 | ver franquia |
| Ice Cream Roll | 59.000 a 215.000 | ver franquia |
| Kascão | 160.000 a 180.000 | ver franquia |
| Kopenhagen | 280.000 a 560.000 | ver franquia |
| Lecado | a consultar | ver franquia |
| Maria Pitanga Açaiteria | 60.000 a 250.000 | ver franquia |
| Melten Co | a consultar | ver franquia |
| Milky Moo | 265.000 a 390.000 | ver franquia |
| Mr. Cheney Cookies | a consultar | ver franquia |
| Mr. Mix Milk Shakes | 187.000 a 416.000 | ver franquia |
| Mr. Shake Sorvetes | a consultar | ver franquia |
| Mundo di Chocolate | a consultar | ver franquia |
| N2 Extreme Gelato | a consultar | ver franquia |
| Nanica | a consultar | ver franquia |
| Nero Gelato | 520.000 a 910.000 | ver franquia |
| Oggi Sorvetes | 120.000 a 180.000 | ver franquia |
| Pazzi Per Gelato | a partir de 250.000 | ver franquia |
| Polpanorte | a consultar | ver franquia |
| Soft Ice Cream | 195.000 a 345.000 | ver franquia |
| Sorvete Itália | 140.000 a 370.000 | ver franquia |
| Sorvetes Ritz | 175.000 a 235.000 | ver franquia |
| Sorvetes Rochinha | a consultar | ver franquia |
| Sorvetes Verão Vivo | 185.000 a 272.000 | ver franquia |
| The Best Açaí | a partir de 300.000 | ver franquia |
| Top Frozen Açaí | a consultar | ver franquia |
| Yogoberry | a consultar | ver franquia |
As redes do mercado por categoria

O segmento de alimentação é um dos maiores dentre as franquias brasileiras. O mercado de franquia de sorveteria reúne mais de 60 redes entre sorveterias, gelaterias artesanais, redes de açaí, marcas de chocolate e redes de alimentação rápida com sorvete no cardápio. A seguir, as principais opções de franquia de sorveteria disponíveis no Brasil, com dados reunidos a partir de informações públicas das redes e da Associação Brasileira de Franchising.
As maiores redes de franquia de sorveteria

A primeira grande divisão dentro do mercado de franquia de sorveteria brasileira separa as redes com foco exclusivo em sorvete das redes com cardápio mais amplo. A Oggi Sorvetes opera com 1.116 unidades no modelo “loja de fábrica”, com foco em sorvetes para consumo doméstico, investimento entre R$ 120 mil e R$ 180 mil e retorno de 18 a 24 meses.
A Chiquinho Sorvetes, fundada em 1980 em Frutal, Minas Gerais, tem 946 unidades, faturamento médio de R$ 95 mil mensais e retorno de 24 a 36 meses; investimento entre R$ 315 mil e R$ 555 mil. A Milky Moo reúne 531 unidades, faturamento médio de R$ 100 mil e retorno de 18 a 24 meses (R$ 265 mil a R$ 390 mil).
A Gela Boca opera há mais de 25 anos com mais de 150 lojas, fabricação e logística próprias e lucratividade média de 15%. Investimento entre R$ 350 mil e R$ 1,09 milhão. A Mr. Mix acumula 14 selos consecutivos de Excelência em Franchising pela ABF e opera em dois formatos: atacado (R$ 187 mil, retorno em 20 meses, lucro de 16%) e self-service com atacado (R$ 416 mil, retorno em 13 meses, lucro de 20%), com royalties calculados sobre compras e não sobre vendas. O Kascão tem 86 unidades, investimento entre R$ 160 mil e R$ 180 mil e retorno de 18 a 24 meses.
Os Sorvetes Rochinha têm mais de 40 anos de história e construíram sua identidade nas praias do litoral de São Paulo. O carro-chefe é o picolé de coco branco, produzido com pedaços de fruta na fábrica em São José dos Campos, onde alguns processos ainda são manuais. Completam a categoria os Sorvetes Ritz (R$ 175 mil a R$ 235 mil), os Sorvetes Verão Vivo (R$ 185 mil a R$ 272 mil) e o Soft Ice Cream (R$ 195 mil a R$ 345 mil).
Franquias que têm chocolate e sorvete no cardápio

A Cacau Show, fundada por Alê Costa em 1988, é a maior rede de chocolates finos do mundo e inclui picolés no cardápio. Com 4.661 unidades no Brasil, é a franquia de sorveteria com maior escala no país. Investimento a partir de R$ 64.900, retorno de 14 a 24 meses.
A Kopenhagen, com mais de 95 anos de história e 793 unidades, combina chocolates premium com a linha de sorvetes Keep Kop (R$ 280 mil a R$ 560 mil, retorno de 18 a 36 meses). A Chocolates Brasil Cacau tem 469 unidades e investimento entre R$ 180 mil e R$ 230 mil, com retorno de 18 a 36 meses.
O Mundo di Chocolate propõe personalização com sorvetes cremosos, gelatos naturais e cascata de chocolate premium sem gordura hidrogenada, com toppings como Kit-Kat e Nutella. O destaque do cardápio é o Fondue Ice, que combina frutas, sorvete e chocolate derretido.
Gelaterias artesanais e sorvete italiano
O segmento de gelato italiano é o de maior ticket médio dentro do mercado de franquia de sorveteria e concentra as redes com posicionamento premium. A Belari Gelato Artesanal foi criada pelo gelatier Josué Costa Medina com produtos elaborados diariamente sem conservantes, aditivos ou corantes. As unidades têm espaço kids e são pet friendly.
O Nero Gelato, fundado em 2024, opera com investimento entre R$ 520 mil e R$ 910 mil e retorno de 30 a 48 meses. O Gelato Borelli é uma franquia de sorveteria premium com investimento a partir de R$ 790 mil. A Cuor di Crema trabalha com gelatos 100% naturais produzidos diariamente (R$ 270 mil a R$ 430 mil). O Duo Gelatto Premium oferece mais de 100 sabores (R$ 290 mil a R$ 640 mil).
A N2 Extreme Gelato é apresentada como a primeira gelateria molecular do mundo, com nitrogênio líquido no preparo e unidades na Austrália, Estados Unidos, França, Japão e Espanha. O Pazzi Per Gelato trabalha com gelateria artesanal (R$ 250 mil, retorno de 2 a 3 anos).
O Sorvete Itália surgiu em 1975 com imigrantes italianos (R$ 140 mil a R$ 370 mil). A The Soft Italy é uma franquia de sorveteria especializada em gelato soft italiano, com opções sem lactose e veganas. A Casa do Sorvete Jundiá é o braço franqueado da produtora paulista Jundiá, com quase 40 anos de história e três formatos de operação.
Franquias de picolé, sobremesas e milk shakes
O segmento de picolés e sobremesas especiais tem o maior número de modelos de franquia de sorveteria com baixo investimento inicial. A Melten Co reúne sorvete soft-service, açaí e fondue em um único conceito self-service: o cliente monta a sobremesa como preferir, com opções que variam do gelado ao quente.
A Nanica, especializada em banoffee, faturou R$ 55 milhões em 2025 com mais de 62 unidades e expandiu o portfólio para sorvetes e picolés, incluindo sabores em parceria com a Los Paleteros. A Mr. Cheney, pioneira das lojas de cookies no Brasil, lançou sorvete de cookie premium em duas versões: Cookie Supreme (com doce de leite e castanha de caju) e Belgian Chocolate (com chocolate belga meio amargo), entre R$ 13,50 e R$ 15,50.
O Mr. Shake Sorvetes nasceu em 2010 em Bambuí, Minas Gerais, com produção centrada em polpas naturais e chocolates de qualidade. A Ice Cream Roll oferece sorvete preparado ao vivo na chapa, com investimento entre R$ 59 mil e R$ 215 mil, retorno de 11 a 13 meses e faturamento médio de R$ 85 mil.
A Kekala é apresentada como o primeiro picolé customizável do mundo (R$ 169 mil). A Palecolé e a Los Paleteros atuam com paletas mexicanas artesanais. Completam o segmento a Dulca, o Goldko, o Lecado e o Polpanorte.
Franquia de sorveteria, açaí e bebidas geladas
O segmento de açaí cresceu de forma acelerada nos últimos anos e hoje disputa diretamente o público da franquia de sorveteria tradicional, especialmente nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.
O Jah Açaí nasceu em Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, e opera com 190 unidades em 14 estados, além de lojas em Portugal e Alemanha. A rede tem o ator Caio Castro entre os sócios e projeta R$ 210 milhões de faturamento em 2026. O braço Jah Coffee & Tea, com café e chá dentro das próprias lojas, é uma estratégia para aumentar o faturamento dos franqueados em até 80%.
A Maria Pitanga Açaiteria tem 148 unidades, investimento entre R$ 60 mil e R$ 250 mil, retorno de 12 a 24 meses e não cobra royalties. O Açaí no Kilo opera com 52 unidades, faturamento médio de R$ 103 mil e retorno de 18 a 24 meses (R$ 160 mil a R$ 300 mil).
O Açaí Trevo tem 23 unidades (R$ 125 mil a R$ 310 mil). O Açaí Beat tem 31 unidades (R$ 100 mil a R$ 120 mil). O Di Matteo Açaí tem 20 unidades, faturamento médio de R$ 70 mil e investimento de R$ 140 mil. O Açaí Puríssimo tem 23 unidades (R$ 94 mil a R$ 184 mil).
A Top Frozen Açaí surgiu em Manaus em 2009 com o conceito de transformar a polpa do açaí em bebida com consistência de frozen. Opera 22 pontos em shoppings, centros universitários e hipermercados da capital amazonense.
A origem na Região Norte da Top Frozen é relevante para a análise de qualquer franquia de sorveteria que pretenda atuar fora do eixo Sul-Sudeste: a região concentra apenas 5% do consumo nacional de sorvetes, segundo a BHBfood, mas é o berço do açaí e tem espaço para redes com produto local bem posicionado.
Completam a categoria o Kingdom Açaí (R$ 144 mil a R$ 215 mil), a Da Pa Virada (R$ 116 mil a R$ 336 mil), a Yogoberry (frozen yogurt, desde 2007), o Açailand (R$ 150 mil a R$ 290 mil) e o Bubble Mix Tea (76 unidades, R$ 130 mil a R$ 230 mil).
Sorvetes proteicos e nicho saudável
O nicho de sorvetes saudáveis é o que mais cresce dentro do segmento de franquia de sorveteria no Brasil, impulsionado pela demanda por proteína e pela redução de açúcar. A Oh!Whey é especializada em sorvetes soft de alta proteína, sem lactose e sem adição de açúcares. A Soul Muscle foca no público fitness com posicionamento de estilo de vida saudável. A SuperSoft oferece sorvete soft com 16 gramas de proteína por porção, sem glúten e sem açúcar.
A Kibon estruturou o programa Minha Lojinha Kibon para MEI que vendem via delivery, com margem de 22% a 27% e integração com iFood, Rappi e Uber Eats.
Redes internacionais de franquia de sorveteria

No segmento internacional, a franquia de sorveteria argentina Havanna tem 134 unidades no Brasil, faturamento médio de R$ 100 mil e investimento entre R$ 331 mil e R$ 785 mil, com retorno de 30 a 36 meses.
A Mixue Ice Cream & Tea, rede chinesa avaliada em mais de US$ 10 bilhões, representa a aposta de capital estrangeiro no mercado de franquia de sorveteria brasileiro, com planos de investir R$ 3,2 bilhões no país até 2030 e captou US$ 444 milhões em seu IPO na Bolsa de Valores de Hong Kong em março de 2025.
Franquias famosas de alimentação que têm quiosques e marcas de sorvete

Um conjunto de redes de alimentação opera com sorvetes e sobremesas geladas como parte permanente do cardápio, disputando diretamente o consumidor da franquia de sorveteria especializada. A Casa Bauducco (187 unidades, R$ 523 mil, retorno de 24 a 40 meses) tem o afogato no menu.
O Bob’s (1.029 unidades, R$ 265 mil a R$ 2,58 milhões, faturamento médio de R$ 200 mil) opera com milk shakes e sorvetes como itens centrais. O McDonald’s (2.704 unidades, até R$ 4,19 milhões) e o Burger King (1.238 unidades, R$ 2,2 milhões a R$ 5 milhões) têm sorvetes e sobremesas geladas em todos os restaurantes.
O Habib’s (254 unidades) e o Giraffas (380 unidades, R$ 817 mil) também incluem sobremesas geladas no cardápio. A Inverno D’Italia Coffee combina cafés e gelados com investimento entre R$ 89 mil e R$ 154 mil, faturamento médio de R$ 65 mil e retorno de 12 a 18 meses.
Sazonalidade: o desafio e as soluções do mercado

A sazonalidade é o principal desafio operacional de quem abre uma franquia de sorveteria focada em um único produto. Nos meses de inverno, especialmente junho, julho e agosto, a demanda cai e o franqueado precisa de planejamento financeiro para manter o caixa estável.
Redes com cardápio misto resolvem o problema de forma estrutural, e esse é um critério relevante para quem avalia uma franquia de sorveteria e quer reduzir a exposição à sazonalidade. A Cacau Show vende picolé ao lado dos chocolates.
A Kopenhagen combina sorvetes com bombons e cafés. O Jah Açaí criou o Jah Coffee & Tea para sustentar a receita nos meses mais frios. A Melten Co reúne sorvete, açaí e fondue, oferecendo uma opção quente ao mesmo consumidor da sorveteria.
O modelo da Oggi Sorvetes, com foco em potes para consumo doméstico, também sofre menos com a temperatura externa. Para quem opera uma franquia de sorveteria de produto único, as reservas formadas no verão precisam cobrir os períodos de menor movimento sem comprometer a operação.
O segmento de franquias de sorveteria entra em 2026 com fundamentos positivos: crescimento real de 6,8% em 2025, projeção de alta de 16,3% em 2026 e meta de 50% de expansão no consumo até 2033, segundo a Abrasorvete.
O investimento do próprio setor sustenta esse movimento: 86,4% das indústrias aportaram em máquinas, fábricas ou tecnologia ao longo de 2025, e 22% investiram mais de R$ 1 milhão no período.
A chegada da Mixue ao Brasil e a expansão do Jah Açaí para Europa e América Latina mostram que o segmento atrai capital nacional e internacional.
Para o investidor que considera abrir uma franquia de sorveteria, o leque vai de menos de R$ 65 mil na Cacau Show até mais de R$ 790 mil no Gelato Borelli, com dezenas de opções intermediárias para diferentes perfis de retorno e modelos de operação.
Redes com histórico de premiação pela ABF, como a Mr. Mix com 14 selos consecutivos de Excelência em Franchising, oferecem um indicador concreto de qualidade na relação com o franqueado. Em um mercado que cresce de forma consistente, uma franquia de sorveteria bem posicionada, com suporte estruturado e cardápio alinhado ao perfil do consumidor local, tem condições reais de operar com solidez ao longo do ano inteiro.
Faixas de investimento no segmento

Uma das primeiras decisões de quem considera abrir uma franquia de sorveteria é definir o patamar de investimento que está disposto a alocar. O mercado oferece opções em quatro grandes faixas, cada uma com características distintas de retorno, complexidade e exposição ao risco.
Na faixa até R$ 200 mil, concentram-se redes com operação mais simples e público amplo: Açaí Beat (R$ 100 mil a R$ 120 mil), Açaí Puríssimo (R$ 94 mil a R$ 184 mil), Di Matteo Açaí (R$ 140 mil), Kekala (R$ 169 mil), LFB Franchising (R$ 131 mil a R$ 195 mil), Sorvetes Ritz (R$ 175 mil a R$ 235 mil) e Cacau Show no modelo mais acessível (a partir de R$ 64.900). Essa é a faixa de maior acessibilidade para o investidor de primeira viagem em uma franquia de sorveteria.
Na faixa entre R$ 200 mil e R$ 400 mil, o leque inclui redes com maior volume de unidades e estrutura mais robusta de suporte: Açaí no Kilo (até R$ 300 mil), Chocolates Brasil Cacau (até R$ 230 mil), Ice Cream Roll (até R$ 215 mil), Mr. Mix Atacado (R$ 187 mil), Sorvetes Verão Vivo (até R$ 272 mil), Pazzi Per Gelato (R$ 250 mil), Yogoberry, Milky Moo (até R$ 390 mil) e The Best Açaí (a partir de R$ 300 mil).
Entre R$ 400 mil e R$ 800 mil, estão modelos de maior estrutura operacional: Chiquinho Sorvetes (até R$ 555 mil), Cuor di Crema (até R$ 430 mil), Duo Gelatto Premium (até R$ 640 mil), Gela Boca (a partir de R$ 350 mil), Havanna (até R$ 785 mil), Kopenhagen (até R$ 560 mil) e Mr. Mix Self-service (R$ 416 mil). Acima de R$ 800 mil, entram o Gelato Borelli (a partir de R$ 790 mil) e o Nero Gelato (até R$ 910 mil), além das redes de alimentação rápida como Bob’s, McDonald’s e Burger King.
A escolha da faixa deve considerar não apenas a capacidade de investimento, mas também o suporte da franqueadora, a estrutura de royalties e o alinhamento do modelo de franquia de sorveteria com o perfil do ponto comercial e com o comportamento do consumidor local.
Como avaliar uma franquia de sorveteria antes de assinar contrato

Além do investimento inicial, quem abre uma franquia de sorveteria precisa analisar quatro variáveis que afetam diretamente a rentabilidade da operação. A primeira é a estrutura de royalties: a Mr. Mix cobra sobre compras e não sobre vendas, o que reduz a base de cálculo em até três vezes.
A Maria Pitanga Açaiteria não cobra royalties. Essas diferenças têm impacto direto no fluxo de caixa mensal.
A segunda variável é o faturamento médio informado pela franqueadora. Açaí no Kilo (R$ 103 mil mensais), Milky Moo e Gela Boca (ambas com R$ 100 mil), Havanna (R$ 100 mil), Ice Cream Roll (R$ 85 mil) e Di Matteo (R$ 70 mil) são exemplos de redes com dados públicos.
Confrontar esse número com os custos fixos da operação é o passo fundamental para estimar a lucratividade real de qualquer franquia de sorveteria.A terceira variável é o prazo de retorno.
Ice Cream Roll (11 a 13 meses) e Maria Pitanga (12 a 24 meses) têm os retornos mais rápidos do segmento. Mr. Mix Self-service retorna em média em 13 meses. Oggi Sorvetes e Açaí no Kilo projetam retorno de 18 a 24 meses. Já Nero Gelato, Gelato Borelli e Havanna trabalham com janelas de 30 a 48 meses.
A quarta variável é o histórico da rede no sistema de avaliação da ABF, especialmente relevante para quem está comparando mais de uma franquia de sorveteria ao mesmo tempo. Redes com Selo de Excelência em Franchising indicam, ao menos, regularidade nos critérios de suporte, transparência contratual e satisfação dos franqueados.
A Mr. Mix acumula 14 selos consecutivos, o que representa um dos maiores históricos do segmento de sobremesas geladas no país. Para quem está escolhendo a primeira franquia de sorveteria no Brasil, esse tipo de indicador reduz a assimetria de informação em relação à franqueadora.







