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Franquias 2026: setor fatura R$ 72,7 bi no primeiro trimestre

Feira de franquias 2026

O primeiro trimestre de franquias 2026 fechou com faturamento de R$ 72,7 bilhões, alta de 10,1% sobre o mesmo período de 2025, segundo a Pesquisa de Desempenho do Franchising divulgada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF).

O resultado chama atenção porque veio em um cenário de juros altos, com a Selic projetada em 13,25% para o fim do ano. Mesmo assim, o setor voltou a crescer acima de dois dígitos, reforçando por que franquias 2026 se tornaram um dos temas mais procurados por quem pensa em empreender no Brasil.

O desempenho não é isolado. Ele acompanha um cenário macroeconômico que, apesar de ainda desafiador, mostra sinais de estabilização. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Boletim Focus do Banco Central, está projetado em 5,33% para o ano, número que se mantém estável há semanas após 15 meses seguidos de alta. A inflação segue acima da meta de 3%, mas a estabilidade recente ajuda o planejamento de quem avalia entrar no franchising agora.

O recorte é oportuno porque une dois movimentos que costumam andar juntos: o comportamento da economia e o ritmo de expansão das redes. Entender esses dois lados é justamente o que separa uma decisão de investimento bem informada de uma aposta baseada apenas em expectativa, e é por isso que o panorama de franquias 2026 reúne tanto indicadores macroeconômicos quanto dados setoriais neste retrato.

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Faturamento das franquias 2026 bate novo recorde trimestral

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Voltando ao franchising, o faturamento acumulado em 12 meses (entre o segundo trimestre de 2025 e o primeiro de 2026) chegou a R$ 308,4 bilhões, alta de 10,7%. O número de operações ativas também cresceu: são 204.908 unidades em funcionamento, 6.178 a mais do que no mesmo período anterior, uma expansão de 3,1%.

Esse crescimento de unidades tem efeito direto sobre o emprego. O setor já soma 1,788 milhão de empregos diretos, consolidando o franchising como uma das principais portas de entrada no mercado de trabalho formal brasileiro, especialmente em cidades fora do eixo das capitais.

A pesquisa da ABF também aponta que o consumo doméstico segue como principal motor do setor, mesmo diante do cenário de juros elevados. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), projetado em 2,2% para o ano, e a taxa de desocupação em 5,3% completam o retrato de uma economia que, apesar de restritiva, ainda sustenta a expansão das redes.

Parte da atratividade das franquias 2026 também está ligada ao risco menor do modelo frente a negócios independentes. Uma pesquisa da ABF sobre o desempenho do franchising em 2023 mostrou que apenas 5,9% das operações foram encerradas naquele ano, patamar bem inferior às taxas de mortalidade registradas entre pequenos negócios em geral. Segundo o Sebrae, microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte têm taxa de encerramento de 29%, 21,6% e 17%, respectivamente, após cinco anos de atividade.

Segmentos que mais crescem entre as franquias 2026

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Nem todos os segmentos do franchising crescem no mesmo ritmo, e essa diferença é o primeiro dado que quem pensa em investir em franquias 2026 deveria observar. O segmento de Alimentação, na categoria Comercialização e Distribuição, lidera a expansão com alta de 22% no trimestre, impulsionado por mercados autônomos, lojas de conveniência e redes especializadas.

Em segundo lugar aparece Saúde, Beleza e Bem-Estar, com crescimento de 18%, resultado da expansão de redes de cosméticos, farmácias, cuidados pessoais e da digitalização dos serviços. Limpeza e Conservação vem em seguida, com alta de 13,8%, puxada especialmente por lavanderias expressas e de autosserviço, além da terceirização de serviços especializados.

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Completam a lista de destaques o segmento de Alimentação em Food Service, com crescimento de 10,4%, e Entretenimento e Lazer, que avançou 9,5% no período. Juntos, esses cinco segmentos concentram boa parte do interesse de novos franqueados neste ciclo de franquias 2026, sinalizando onde a demanda do consumidor brasileiro está mais aquecida no momento.

Onde estão as unidades franqueadas no país?

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A distribuição geográfica das franquias também ajuda a entender onde estão as oportunidades. Lojas de rua concentram 60% das unidades em operação no país, o formato mais comum entre as redes brasileiras. Shopping centers respondem por 17,3% das operações, enquanto o modelo home based, que dispensa ponto comercial tradicional, já representa 10,3% do total.

Supermercados e galerias somam 6,5% das unidades, e outros canais, como strip malls, terminais e operações virtuais, completam cerca de 6% da distribuição. Essa diversidade de formatos amplia as possibilidades para quem avalia franquias 2026 com perfis de investimento diferentes, do ponto físico tradicional ao negócio operado de casa.

Interior do país concentra parte da expansão

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Segundo a ABF, as redes de franquias já estão presentes em 69% dos municípios brasileiros, avançando de forma consistente pelo interior, pela Região Norte e por polos regionais ligados ao agronegócio, à logística, ao turismo e a serviços. Ainda de acordo com a associação, 48% das franquias do país já operam em municípios com menos de 500 mil habitantes.

Esse avanço tem explicação em fatores estruturais. O consumo cresceu fora das capitais, o custo de operação é menor em cidades médias e pequenas, há menos concorrência direta em diversos mercados e novos formatos de franquia tornaram a expansão mais viável para redes que antes se concentravam apenas em grandes centros.

O dimensionamento da operação costuma variar conforme o porte do município. Em cidades de até 50 mil habitantes, o modelo mais indicado costuma ser o de microfranquias e operações de baixo custo, como serviços de manutenção, estética e educação complementar. Entre 50 mil e 150 mil habitantes, ganham espaço quiosques, lojas compactas e dark kitchens voltadas para delivery. Já em municípios acima de 150 mil habitantes, ou que funcionam como polo regional, há espaço para lojas tradicionais de alimentação, moda, saúde e casa e construção.

Opções para quem quer investir no setor

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Cruzando os dados de crescimento por segmento com o cenário econômico, é possível traçar um panorama de onde estão as oportunidades mais aquecidas dentro das franquias 2026. Alimentação segue como o segmento mais dinâmico, tanto na ponta de comercialização e distribuição quanto no food service, beneficiado pelo consumo doméstico resiliente mesmo com a Selic em patamar elevado.

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Saúde, Beleza e Bem-Estar aparece como segunda aposta mais forte, sustentada por uma mudança de comportamento do consumidor que prioriza cuidados pessoais e prevenção, além do avanço da digitalização nesses serviços. Já o segmento de Limpeza e Conservação, puxado por lavanderias e serviços terceirizados, reflete uma tendência de conveniência que ganhou força nos últimos trimestres.

O porte do investimento também define o caminho dentro das franquias 2026. Pela classificação da ABF, são consideradas microfranquias os negócios com investimento inicial de até R$ 135 mil, geralmente com operação simplificada, o que favorece empreendedores com recursos mais limitados. Para quem tem menos capital disponível, o modelo home based surge como alternativa relevante, já que reduz custos fixos com ponto comercial e, em muitos casos, dispensa reformas ou compra de mobiliário específico.

Para investidores que buscam maior visibilidade e fluxo de clientes, lojas de rua e unidades em shopping centers continuam sendo os formatos predominantes, especialmente nos segmentos de alimentação e serviços, ainda que exijam capital de instalação mais alto. Em qualquer um dos formatos, soma-se ao investimento inicial o capital de giro, reservado para sustentar a operação até que o negócio comece a se manter por conta própria.

Outro movimento que caracteriza o setor é o crescimento dos multifranqueados, empreendedores que operam mais de uma unidade, de uma mesma rede ou de bandeiras diferentes. Segundo pesquisa da ABF, eles já estão presentes em 87% das redes do país, um indício de que investidores com mais experiência tendem a ampliar a aposta dentro das franquias 2026 conforme ganham musculatura financeira e conhecimento de mercado.

O que esperar do restante do ano?

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O conjunto de indicadores econômicos e setoriais sugere que franquias 2026 devem manter a trajetória de crescimento observada no primeiro trimestre, ainda que o ritmo dependa da evolução da inflação e dos juros ao longo do ano. A estabilidade recente do IPCA, a geração consistente de empregos formais medida pelo Caged e o comportamento do IGP-M são variáveis que os franqueadores acompanham de perto, já que impactam diretamente o custo de operação e o poder de compra do consumidor final.

Do lado do franchising, os números do primeiro trimestre mostram um setor que segue crescendo acima da média da economia, com destaque para segmentos ligados ao consumo essencial, aos cuidados pessoais e à conveniência. Para quem avalia entrar no mercado, o cenário de franquias 2026 combina oportunidades concretas em diferentes formatos e níveis de investimento, mas exige atenção ao contexto macroeconômico antes de qualquer decisão.

Os dados reunidos pela ABF e pelos indicadores econômicos oficiais formam um retrato consistente: o franchising brasileiro segue crescendo, gerando empregos e se espalhando por mais formatos e regiões do país. Para o investidor, o desafio passa menos por escolher se entra ou não no setor e mais por identificar, dentro das franquias 2026, o segmento, o formato e a cidade que melhor se encaixam no perfil e no capital disponível.

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A estabilização do IPCA em 5,33% é um dado relevante para quem avalia franquias 2026 como opção de investimento. Preços mais previsíveis facilitam o cálculo de custos operacionais, insumos e reajustes de contrato, elementos centrais na decisão de abrir uma unidade franqueada.

Outro indicador que reforça esse quadro é o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em junho, o índice ficou negativo em 0,5%, a primeira deflação desde fevereiro. O resultado foi puxado pela queda nos preços de combustíveis, minerais e café, e ficou bem abaixo da estimativa do mercado, que previa 0,03% para o mês segundo o Relatório Focus. Em 12 meses, o IGP-M acumula 3,16%, embora a expectativa para o fechamento do ano suba para 6,15%.

No mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que o Brasil abriu 767.326 novos postos formais entre janeiro e maio de 2026, com saldo positivo em todos os estados. O setor de Serviços liderou as contratações, seguido por Construção, Agropecuária, Indústria e Comércio. O salário médio de admissão em maio ficou em R$ 2.384,10, valor 1,5% acima do registrado no mesmo mês de 2025.

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