Cuidados na hora da fusão de franquias à venda: 7 dicas essenciais

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Existem vários motivos que levam as marcas a se fundirem. Uma delas é o investimento em franquias à venda.

A fusão pode auxiliar as marcas a se tornarem mais fortes do que o resto da concorrência. Em outros casos, a fusão é feita para quitar dívidas. Porém, muitos cuidados devem ser tomados neste processo.

O investimento em uma rede de franquias é uma das formas mais seguras para a entrada de novos empreendedores no universo dos negócios, principalmente nos formatos de franquias baratas.

Maturidade de mercado, rede já testada, desafios superados e melhorias nos produtos são algumas das principais vantagens de apostar em uma marca.

Os cuidados que precisam ser tomados ao atuar em uma rede são os recomendados para qualquer modelo de negócio: estudos, preparação e análises de mercado.

Mas quais são as precauções que devem ser seguidas na fusão de franquias à venda? A seguir, falamos mais sobre isso. Acompanhe!

1. Avalie os interesses em comum

O fato é que, apesar de escutarmos bastante a expressão “a união faz a força”, nem sempre é vantagem fundir duas franquias.

Por isso, é importante desenvolver amplos estudos de mercado. Em algumas situações, a fusão pode, inclusive, se tornar o principal motivo das redes irem à falência.

O principal motivo que leva as franquias a se fundirem é o interesse em comum de ambas. Ao se unirem, elas pretendem potencializar ainda mais as vendas no mercado.

Tais interesses podem ser de matérias-primas que se completam. Por exemplo: uma gráfica e uma equipe de jornalistas se unem para montarem seu próprio jornal, unindo conhecimento com o material necessário.

Tal união pode ocorrer ainda quando duas ou mais empresas possuem um ideal comum, uma filosofia semelhante.

Como duas empresas de alimentos que querem expandir o seu mercado por toda a América Latina. Então, elas veem uma oportunidade mais fácil para isso trabalhando juntas.

Períodos de crise também podem trazer oportunidades para as empresas que querem consolidar a operação e as marcas. O que sempre deve ser lembrado é que, apesar das grandes e muitas vantagens que uma fusão traz, há normas jurídicas que devem ser cumpridas pelas franqueadoras durante esse processo.

2. Estude o impacto no mercado

funcionários escrevendo em quadro branco  franquias a venda
As análises de mercado auxiliam a entender a aplicabilidade da fusão das franquias.

Em um processo de fusão de duas empresas, é essencial estudar todos os pontos que envolvem a oportunidade de negócio. Um dos principais é desenvolver um estudo capaz de prever qual será o impacto da fusão das franquias à venda nos segmentos de atuação e nos mercados em que se pretende atuar.

Além das análises financeiras, ao unir duas redes de franquias, é essencial prestar atenção em qual será o impacto para as cadeias produtivas que as redes participam. Assim, os empresários devem levar em consideração o estudo dos públicos-alvo de ambos os negócios.

Dependendo do segmento em que as marcas atuam e, principalmente, quais produtos são comercializados, pode acontecer disputas entre as duas marcas. Por isso, é importante entender se a fusão é realmente ideal, para não haver a perda de clientes já conquistados nas respectivas empresas.

3. Analise o processo de fusão de franquias à venda

O processo de fusão de franquias à venda deve ser entendido como se uma nova empresa fosse inaugurada. Afinal, não é porque duas marcas já existem que, ao fundi-las, o sucesso será instantâneo.

As marcas podem operar muito bem sozinhas mas, quando passam a estar sob o mesmo comando empresarial, podem existir desafios a serem superados.

Por isso, é importante estruturar um planejamento estratégico, com dados referentes ao desempenho das marcas e projeções para o futuro.

O planejamento pode ser projetado como um plano de negócios, com objetivos e metas, perspectivas de atuação, informações sobre o mercado e outros dados importantes para tomadas de decisão.

Outros documentos podem ajudar, como estruturar uma nova Circular de Oferta de Franquia (COF) para os novos franqueados pós fusão.

Além disso, devem estar presentes critérios e informações o mais completas possíveis para resolução de problemas. Com tudo no papel, fica mais fácil tomar decisões mais assertivas.

Quer saber mais sobre o mercado de franquias no país e como se tornar um franqueado? No conteúdo abaixo, preparamos um guia completo sobre o setor, com as informações que todo futuro franqueado precisa saber. Acompanhe!

4. Cuidado com as finanças da franquia à venda

Cada uma das franquias à venda precisa estar com uma boa saúde financeira, antes de passarem por um processo de fusão. Isso porque, se uma marca está indo bem nas vendas e na expansão, e a outra rede nem tanto, pode haver prejuízo para aquela que está registrando lucros.

Para evitar o prejuízo, é essencial que a equipe financeira analise todos os documentos referentes à marca que será fundida à rede. Este estudo analisa a viabilidade da fusão e demonstra ao empresário se, realmente, é o momento para dar este passo na trajetória da franquia.

Algumas análises podem ser para auxiliar na tomada de decisão deste processo: economias de escalas, duplicidades de imóveis, necessidades de mais equipamentos ou de novos recursos humanos etc.

Outro ponto são os gastos extras que precisarão ser feitos para a fusão das franquias à venda.

5. Estude as culturas de cada franquia à venda

Ao unir uma marca a uma franquia à venda, a análise das culturas de ambos empreendimentos precisa ser minucioso.

equipe reunida em escritório
É importante que as culturas das franquias sejam compatíveis.

Quando existem culturas bem distintas entre si, indicando que não há harmonia entre os negócios, o empresário pode enfrentar uma série de dificuldades para o sucesso das marcas pós integração.

Por isso, avalie qual será o nível de influência das marcas na saúde financeira uma da outra. Este estudo é importante para que as empresas não tomem decisões precipitadas e que podem ser prejudiciais para um negócio que vinha dando resultados positivos.

Quando as culturas das franquias apresentam consonância, é interessante desenvolver estratégias para o processo pós fusão. Desse modo, as culturas devem ser complementares e capazes de impulsionar vendas, expansão e outros resultados positivos no mercado.

A cultura pode ser fortalecida nos pontos em comum das duas redes franqueadas. Naqueles pontos em que as marcas não apresentam tantas similaridades, as divergências devem ser estudadas e analisadas caso a caso.

6. Atenção às normas jurídicas

Qualquer franquia que pretende se preparar para fusões deve realizar um estudo sobre a viabilidade e estruturação da operação. O estudo deve verificar:

  • Ativos a serem oferecidos separadamente ou em conjunto com o negócio;
  • Os direitos garantidos por contrato que geram créditos;
  • Benefícios financeiros ou patrimônio para a sociedade;
  • A situação jurídica de cada um desses direitos ou bens.

Durante o processo de negociação, as franquias precisam avaliar os direitos existentes e os riscos fiscais, trabalhistas e previdenciários.

7. O que fazer quando a fusão dá errado?

homem escrevendo notebook franquias a venda
Erros e incompatibilidade na fusão das franquias podem acontecer.

Mesmo desenvolvendo estudos bem cuidadosos, infelizmente, nem todas as fusões geram resultados positivos. Temos como exemplo o caso das montadoras de automóveis Daimler-Benz e Chrysler.

O objetivo inicial era a criação de uma empresa que dominaria o mercado automotivo, uma superpotência do setor.

Em teoria, a fusão poderia ser realizada, mesmo que as empresas pertencessem a países distantes e de culturas tão distintas. A Daimler-Benz é uma montadora de origem alemã, enquanto a Chrysler é uma empresa norte-americana.

Entretanto, o resultado desta união foi um conflito de culturas, já que a montadora alemã prezava pela hierarquia, formalidade, e fabricação de veículos de qualidade e luxuosos.

Já a norte-americana prezava pela formação de equipes, menos formal e mais aberta, além da fabricação de veículos com preços mais acessíveis e com uma aparência mais inovadora.

Outro problema foi que os executivos da Daimler-Benz queriam estar sempre à frente do negócio, colocando funcionários de sua equipe nas posições estratégicas. Enquanto isso, os executivos da Chrysler se sentiam menosprezados com a ideia. Isso resultou no “divórcio” e venda da Chrysler por 7 bilhões de dólares americanos.

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