Heraldo Galvão tinha apenas 10 anos de idade quando descobriu que poderia ganhar dinheiro alugando sua bicicleta para outras crianças. A iniciativa terminou com o desaparecimento do brinquedo, mas despertou um interesse que o acompanharia pela vida inteira. Anos depois, enfrentou duas falências, acumulou dívidas e chegou a duvidar da própria capacidade de empreender. Ao seu lado estava sua esposa, Luciana Galvão, que sustentou a família nos períodos mais difíceis e nunca deixou de acreditar nele. Hoje, o casal administra uma franquia da Zaplus Car em Manaus (AM), onde encontrou uma maneira de unir habilidades diferentes em um mesmo negócio.
Antes de abrir a loja, Heraldo acumulou experiências que poderiam ter encerrado definitivamente seus planos de ter uma empresa. Ele primeiro participou de um programa de incentivo à inovação e recebeu um grande aporte. Em um segundo momento, desenvolveu uma marca de óculos de madeira. Mas viu os dois projetos terminarem em fracassos financeiros.
Luciana também precisou rever seus planos. Enquanto o marido buscava oportunidades para empreender, ela construiu uma trajetória profissional de muito trabalho e pelos estudos. Preparava-se para seguir carreira na magistratura quando um erro de horário a impediu de realizar uma prova decisiva.
A chegada da Zaplus Car à vida do casal aconteceu depois dessas experiências. Heraldo procurava um modelo de negócio validado, mas não queria abrir mão do entusiasmo que sempre sentiu ao criar e desenvolver projetos. Luciana, por sua vez, tinha a disciplina e a capacidade de execução que ele reconhecia não ter.
Uma bicicleta alugada por cinquenta centavos
Heraldo Galvão cresceu em um bairro de poucos recursos de Manaus (AM). Filho de pais divorciados, morava com a mãe quando ganhou do pai uma bicicleta Caloi Cross preta, com adesivos verde-limão.
Na época, ter uma bicicleta era algo incomum entre as crianças da vizinhança. Por isso, os amigos viviam pedindo para dar uma volta.
Aos 10 anos de idade, ele percebeu que poderia transformar aquela procura em uma oportunidade. Passou a cobrar cinquenta centavos por uma hora de uso.
“Desde esse dia descobri que eu podia fazer algo que as pessoas queriam e pagariam por isso”, recorda.
O negócio funcionou tão bem que ele quase não conseguia utilizar a própria bicicleta. Mas a experiência terminou quando o brinquedo desapareceu.
Na primeira vez, a bicicleta voltou depois de quase dois meses, danificada e com peças trocadas. Heraldo a consertou e retomou os aluguéis. Pouco depois, ela foi levada novamente e nunca mais apareceu.
Ele costuma brincar que aquela foi sua primeira falência, embora não a considere uma falência de verdade.
O pai tentou compensar a perda presenteando-o com um videogame. O resultado foi parecido: a sala de casa ficou cheia de crianças interessadas em jogar, e Heraldo começou a cobrar R$ 1 por hora.
A iniciativa terminou quando a residência foi assaltada.
Depois disso, fez pequenos trabalhos para ganhar dinheiro. Entregou pão de madrugada, pintou calçadas e realizou tarefas para moradores do bairro.
Apesar das experiências, ainda não sabia exatamente o que queria fazer profissionalmente. Só tinha certeza de que não se imaginava seguindo o mesmo caminho das pessoas ao seu redor.
As revistas alimentavam seus sonhos de empreender
Foi na faculdade de Administração, em 2001, que Heraldo encontrou uma palavra para aquilo que o interessava desde a infância: empreendedorismo.
Um professor entrou na sala com uma caixa de revistas e pediu que os alunos escolhessem algumas para ler. Ao acaso, Heraldo pegou exemplares de Pequenas Empresas & Grandes Negócios e Meu Próprio Negócio.
As reportagens apresentavam histórias de empresários, ideias de negócios e orientações para elaborar planos empresariais. Ele ficou fascinado.
A partir daquele dia, passou a acompanhar as publicações e dedicar boa parte do tempo ao estudo do empreendedorismo.
Na mesma faculdade, conheceu Luciana Galvão.
Os dois tinham personalidades e objetivos diferentes. Luciana trabalhava CLT desde os 14 anos e buscava estabilidade profissional. Heraldo queria abrir uma empresa, mas não tinha recursos financeiros nem interesse em procurar um emprego convencional.
Mesmo diante dessas diferenças, o relacionamento cresceu.
“Ela me dava dinheiro para comprar as revistas, até me deu alguns livros de presente. Sem ela, talvez eu não estivesse aqui contando essas coisas”, conta.
Com o passar dos anos, Luciana se tornou a principal fonte de estabilidade da família. Enquanto Heraldo buscava oportunidades para empreender, ela trabalhava e assumia grande parte das responsabilidades financeiras da casa.
Em 2008, o casal já tinha o filho Charliston Galvão. Luciana mantinha dois empregos para sustentar a família, enquanto o marido continuava tentando encontrar uma maneira de começar seu próprio negócio.
Os últimos 5 reais abriram uma oportunidade inesperada
Em 2009, Heraldo decidiu sair de casa para procurar uma ideia que pudesse colocar em prática.
A situação financeira era difícil. O casal morava de favor em um cômodo, e ele não tinha dinheiro suficiente nem para iniciar um pequeno comércio. Era visto como “vagabundo” por outras pessoas, e também não tinha a si mesmo em alta conta.
Passou horas caminhando pelo centro de Manaus, pensando em vender picolés nas ruas. A ideia era começar como ambulante, acrescentar coberturas ao produto e, futuramente, criar uma marca própria.
Mas faltava o dinheiro para comprar os primeiros picolés.
Ao voltar para casa, encontrou Luciana animada e com o filho no colo. Ela havia visto na televisão uma chamada para o programa PRIME, Primeira Empresa Inovadora, que apoiava projetos de empreendedorismo.
Heraldo precisava descobrir como participar. O problema era que, naquela época, a família não tinha computador nem acesso à internet.
Luciana entregou a ele os únicos R$ 5 que possuía naquele momento.
“Ela estava eufórica, como se já soubesse do meu potencial antes mesmo de mim”, relembra.
Com o dinheiro, Heraldo foi a uma lan house pesquisar o programa.
O edital previa um processo seletivo de aproximadamente dez meses. Os participantes precisavam desenvolver um plano de negócios inovador, e os projetos aprovados poderiam receber R$ 120 mil em recursos de subvenção econômica. Ou seja, era dinheiro que não precisa ser devolvido, não era um empréstimo nem algo parecido.
Ele realizou a primeira etapa na lan house e foi aprovado.
Nas fases seguintes, precisaria dedicar ainda mais tempo às pesquisas. A mãe adotiva de Luciana, que inicialmente não aprovava o relacionamento, ajudou o casal a comprar o primeiro notebook.
Com o equipamento e uma conexão de internet bastante limitada, Heraldo conseguiu concluir as etapas do processo.
Seu projeto ficou entre os aprovados.

A primeira falência aconteceu depois de uma grande conquista
A aprovação deveria representar o começo de uma nova fase. Heraldo havia conseguido acesso a um programa de incentivo à inovação e a recursos que antes pareciam impossíveis.
Mas o resultado trouxe um problema que ele só reconheceria anos depois.
Acostumado a ouvir críticas sobre suas ideias e sua falta de emprego, passou a enxergar a aprovação como uma prova definitiva de sua capacidade.
“Na ânsia de provar algo, eu me envaideci, me achei ‘o cara’, entrei em uma zona de conforto”, admite.
Dessa forma, faltou disciplina para aproveitar a oportunidade e desenvolver o negócio.
Dois anos depois, o projeto havia fracassado. Heraldo conta que a situação financeira da família ficou ainda pior do que antes.
“Foi a primeira falência, e levei minha família para um buraco mais fundo do que estávamos”, lembra.
A experiência abalou sua confiança. Até 2013, conviveu com a sensação de ter desperdiçado uma oportunidade rara.
Porém, havia uma diferença importante em relação ao passado. Heraldo já não precisava que outras pessoas lhe dissessem que tinha potencial. Ele próprio havia percebido isso.
O que ainda não sabia era como transformar suas ideias em negócios sustentáveis.
Uma marca de óculos de madeira e a segunda falência
A próxima tentativa surgiu quando Heraldo decidiu estudar Design.
A escolha estava relacionada ao interesse em desenvolver produtos e à possibilidade de se aproximar de uma incubadora de startups.
Durante o curso, criou uma marca de óculos de sol. Eles eram produzidos com madeira de demolição e madeiras nobres apreendidas que seriam descartadas.
O projeto chamou atenção. Recebeu elogios, conquistou prêmios e apareceu em programas de televisão e publicações especializadas.
Mais uma vez, Heraldo acreditou que havia encontrado uma grande oportunidade.
Mas a dificuldade de transformar ideias em execução continuava presente.
Ele decidiu dividir a sociedade com um colega de faculdade que tinha características diferentes das suas, especialmente disciplina e capacidade de colocar os planos em prática.
O negócio funcionou durante algum tempo, mas a relação entre os sócios se desgastou. Heraldo acabou deixando a empresa, e a amizade também terminou.
Foi sua segunda falência.
“Boas ideias valem quarenta e cinco centavos a dúzia. O que conta é a execução”, concluiu depois da experiência.
O fracasso trouxe uma percepção que se tornaria importante anos mais tarde. Ele tinha facilidade para criar produtos e imaginar oportunidades, mas precisava de alguém que complementasse suas habilidades na administração de uma empresa.
A virada aconteceu quando Luciana Galvão perdeu uma prova
Enquanto Heraldo enfrentava as dificuldades de seus projetos, Luciana Galvão continuava construindo sua trajetória profissional.
Ela cursou Direito, realizou estágios, concluiu pós-graduações e se preparou durante anos para seguir carreira na magistratura.
Heraldo acompanhava a dedicação da esposa e sabia o quanto aquele objetivo significava para ela.
Na véspera de uma prova para juíza, os dois visitaram o local do exame, calcularam o trajeto e organizaram a manhã seguinte.
No dia marcado, saíram de casa com tranquilidade. Tomaram café da manhã e chegaram ao endereço que haviam visitado.
O lugar, porém, estava estranhamente vazio.
Luciana entrou para verificar o que estava acontecendo, enquanto Heraldo voltou para casa.
Pouco depois, o telefone tocou.
Era Luciana, chorando. Muito.
Ela havia perdido o horário da prova. O casal considerou o horário local de Manaus, mas o exame seguia o horário de Brasília (DF). Quando Luciana chegou, a entrada já não era permitida.
“Ela passou cinco dias chorando. Eu não sabia o que dizer”, recorda Heraldo.
A situação era especialmente dolorosa porque concursos para a magistratura não acontecem necessariamente todos os anos. Luciana havia se preparado por muito tempo e não sabia quando teria outra oportunidade.
Segundo Heraldo, ao refazer posteriormente a prova em casa, ela obteve pontuação suficiente para aprovação naquela etapa.
O episódio não apagou a trajetória que Luciana havia construído, mas interrompeu um plano importante para o casal.
Naquele período, os dois também começavam a considerar uma nova possibilidade de negócio.

Depois de um ano procurando franquias, a Zaplus Car chamou atenção
Durante a pandemia da COVID-19, Heraldo trabalhou com o pai, que enfrentava problemas de saúde. A família conseguiu reunir recursos financeiros e passou a considerar uma nova tentativa de empreender.
Mas dessa vez, Heraldo não queria começar com uma ideia completamente inédita.
Depois das duas falências, procurava um modelo de negócio que já tivesse sido testado no mercado.
Assim, ele e a esposa passaram aproximadamente um ano pesquisando oportunidades e conversando com franqueadores. Nesse período, tiveram contato com a Encontre Sua Franquia, e conheceram diferentes marcas do grupo.
Nenhuma, porém, despertava o entusiasmo para investir.
Até conhecer a Zaplus Car.
Apaixonado por carros, Heraldo se interessou pelo modelo de varejo de produtos e equipamentos para estética automotiva. Mas antes de decidir, procurou um amigo de infância que já atuava no setor.
O amigo o incentivou a entrar no mercado, mesmo diante da presença de concorrentes tradicionais em Manaus.
Heraldo também ouviu opiniões contrárias. Seus recursos financeiros eram limitados, e algumas empresas concorrentes tinham décadas de atuação.
Ainda assim, enxergou uma oportunidade.
Luciana participou da segunda reunião sobre a franquia, inicialmente por curiosidade. A partir dali, o casal começou a considerar o investimento em conjunto.
Heraldo tinha facilidade para imaginar estratégias e desenvolver ideias. Luciana possuía a organização e a disciplina necessárias para colocá-las em prática.
“Meu perfil empreendedor criativo, de pensar fora da caixa, junto com a capacidade resolutiva da Luciana nos deu confiança para iniciarmos”, afirma.
O casal encontrou na franquia uma maneira de trabalhar junto
A Zaplus Car é uma franquia que vende produtos para hobbistas e profissionais da estética automotiva. São shampoos automotivos, vitrificadores, itens para polimento, ceras, politriz, escova para caixa de roda, pulverizador manual e vários outros. O mix é bem completo para quem é apaixonado por carro ou que trabalha com esse ramo de cuidados automotivos. A rede faz parte do grupo Encontre Sua Franquia, sediado em Belo Horizonte (MG).
Na operação da Zaplus Car em Manaus (AM), Heraldo e Luciana passaram a dividir responsabilidades de acordo com suas habilidades.
Ele ficou à frente das negociações com fornecedores, fretes, precificação, parcerias e planejamento de novas ações. Também ministra alguns cursos relacionados à lavagem automotiva.
Luciana assumiu atividades administrativas, como o acompanhamento da contabilidade, a aprovação de materiais de divulgação e o controle das contas.
Ela também participa da execução das estratégias e utiliza os sistemas de gestão para acompanhar informações do negócio.
A equipe conta ainda com profissionais dedicados às vendas, ao atendimento, à produção de conteúdos e ao caixa. Mas Heraldo destaca a importância de manter todos preparados para atender os clientes, independentemente da função principal de cada um.
A divisão de tarefas também inclui outro integrante da família. Aos 17 anos, Charliston Galvão, filho do casal, ajuda no dia a dia.
Heraldo, com seu jeito bem-humorado, faz questão de apresentar o cargo do rapaz com toda a pompa: “É o especialista em cuidados de produtos diluíveis referente a prateleiras e direção dos rótulos”. Traduzindo: Charliston é quem limpa os produtos da loja.
A rotina também exige aprendizado constante. O franqueado conta que precisou aprofundar conhecimentos sobre negociação, logística, fornecedores e precificação.
A experiência o fez perceber que administrar uma loja envolve muito mais do que escolher produtos e colocá-los à venda.
Ao mesmo tempo, trabalhar com um segmento pelo qual sempre teve interesse tornou o desafio mais estimulante.

As dificuldades não desapareceram com a franquia
Heraldo não apresenta a experiência com a Zaplus Car como uma trajetória sem problemas.
Ele conta que o casal enfrentou dificuldades financeiras, conflitos internos com a equipe e situações de concorrência que exigiram mudanças na operação.
“Já pensei em desistir? Umas três vezes”, admite.
A diferença em relação aos negócios anteriores está na maneira como passou a enfrentar essas situações.
O franqueado reconhece que precisou desenvolver mais disciplina e rever comportamentos que haviam prejudicado suas primeiras empresas.
Um dos aprendizados veio de uma convenção da Zaplus Car, quando Joelma Lima, cofundadora do grupo Encontre Sua Franquia, falou sobre a importância de escolher bem as pessoas que trabalham ao lado do empreendedor.
A mensagem marcou o casal.
“Pessoas erradas podem minar a sua confiança e destruir um projeto. Pessoas certas podem ser uma mola propulsora no seu negócio”, recorda Heraldo.
Outro ensinamento veio durante uma edição da Imersão Negócios Exponenciais: tornar-se alguém com quem outras pessoas desejam fazer negócios.
Para Heraldo, essas orientações influenciaram decisões relacionadas à equipe, ao atendimento e à maneira de construir parcerias.
Cursos e tecnologia passaram a fazer parte da operação
Com o desenvolvimento da loja, Heraldo começou a testar iniciativas para aproximar a Zaplus Car dos profissionais de estética automotiva.
Uma delas foi a realização de cursos. A proposta era compartilhar conhecimento técnico e criar oportunidades de relacionamento com clientes e parceiros.
Segundo ele, os treinamentos ganharam uma dimensão maior do que o casal esperava e chegaram a chamar a atenção de indústrias e concorrentes.
Outra iniciativa foi a instalação de um totem interativo na loja.
O equipamento permite que os clientes consultem informações sobre produtos e suas aplicações. Heraldo conta que a ferramenta surpreende consumidores pela facilidade de acesso às orientações.
Agora, a intenção é continuar aprimorando a experiência no totem. Inclusive com a possibilidade de acrescentar um leitor de códigos de barras ao equipamento.
A loja também desenvolveu parcerias com profissionais do setor, como Lucas da Silva, da Matayus Garagem. Ele é especialista da estética automotiva em Manaus (AM) e criador de conteúdo.
Heraldo descreve essa relação como uma troca de conhecimentos e oportunidades. A equipe compartilha experiências, enquanto o parceiro contribui com atividades que ajudam a movimentar o negócio.
E para ele, a capacidade de testar ideias continua sendo uma característica importante de sua atuação como empreendedor. A diferença é que agora procura combinar criatividade com planejamento e execução.
Com o tempo, o negócio da Zaplus Car começou a render frutos para eles. A loja passou a ser reconhecida e se estabeleceu bem na capital Amazonense. Chegaram a faturar 250k em um único mês. Era a hora de alçar novos voos.
Um prédio construído para receber a Zaplus Car
O envolvimento do casal com a franquia influenciou uma decisão patrimonial.
Heraldo conta que, ao planejarem a construção de um prédio próprio, poderiam ter escolhido diferentes formas de utilizar o imóvel.
A decisão, porém, foi desenvolver o espaço para receber a franquia.
“Aqui foi pensado desde a fundação para ser uma Zaplus Car”, afirma.
A loja é ampla, bonita, tem dois andares e um espaço planejado para organizar o estoque sem atrapalhar a experiência de compra do cliente.
A escolha representa o compromisso que Heraldo e Luciana construíram com a operação e a marca.
Para Heraldo, a franquia trouxe oportunidades de aprendizado que vão além da administração da loja. O contato com profissionais, fornecedores e outros empreendedores passou a fazer parte de sua rotina.
Ele também destaca a relação com outros integrantes da rede e as amizades que surgiram ao longo da trajetória. Como com o diretor da marca, Rafael Mol.
E o casal continua buscando formas de aprimorar as vendas, os cursos, a comunicação e o relacionamento com os clientes.

O empreendedor que fracassou duas vezes não precisou mudar quem era
Heraldo Galvão reconhece que ainda convive com características que o acompanharam durante toda a vida. Continua tendo ideias novas, questionando processos e imaginando possibilidades para os negócios.
A diferença é que hoje não tenta fazer tudo sozinho.
Ao lado de Luciana Galvão, encontrou uma parceria que reúne criatividade e execução. Ele participa do desenvolvimento de estratégias, enquanto ela contribui para transformá-las em atividades concretas.
A experiência também mudou a maneira como o franqueado enxerga suas antigas falências.
Os fracassos fazem parte de sua história, assim como os momentos em que duvidou da própria capacidade. Mas deixaram aprendizados que ele utiliza na administração da Zaplus Car.
Hoje, o casal trabalha para fortalecer a presença da marca em Manaus. Heraldo afirma que a loja já conquistou reconhecimento no mercado local e pretende continuar desenvolvendo a operação a todo vapor.
Entre os planos, está manter o aprimoramento dos cursos, das estratégias de venda e das ferramentas utilizadas no atendimento.
E ao olhar para o caminho percorrido, Heraldo reconhece a importância da esposa em sua jornada.
Luciana esteve ao seu lado quando ele não tinha dinheiro para começar um negócio, quando perdeu oportunidades e quando precisou recomeçar depois das falências. Também foi ela quem entregou os últimos R$ 5 da família para que ele pudesse pesquisar o programa que mudaria sua trajetória.
Agora, os dois dividem a responsabilidade de administrar uma empresa.
“Antes de tudo, sou apaixonado há 24 anos pela Luciana. E sou um empreendedor apaixonado por empreender! Amo essa marca como se fosse minha”, afirma.
A bicicleta alugada por cinquenta centavos ficou no passado. Mas a vontade de encontrar oportunidades, que começou ainda na infância, continua presente na vida de Heraldo Galvão. Desta vez, acompanhada de alguém que conhece suas dificuldades, compartilha seus planos e ajuda a transformá-los em realidade.
É a história de amor de um casal, de uma família resiliente, e de obstáculos, mas também de um sucesso que, Heraldo acredita, só tende a crescer.







