Qual a diferença entre representações e franquias? Qual escolher?

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Investir em um negócio não é tarefa fácil. São muitos os setores no mercado, gastos, modelos de negócio… Como uma empresa aberta do zero, as representações e franquias.

Empresas iniciadas do zero são aquelas que começam no mercado sem nenhuma marca conhecida ou atuação prévia. Elas são algumas das mais comuns, especialmente quando o empreendedor tem uma ideia inovadora de negócio.

Já as representações e franquias vêm acompanhadas de uma marca já conhecida entre os consumidores. Elas também trazem um “manual” de atuação ao empreendedor, o que torna a execução do empreendimento mais simples.

Mas apesar dessas semelhanças, franquias e representações são bastante diferentes. Acompanhe o texto e descubra tudo o que você precisa para investir!

Entenda como funciona a representação comercial

Um representante comercial é o responsável por apresentar os produtos e serviços de uma marca aos consumidores. Mas ele não tem uma empresa registrada com CNPJ. Na verdade, ele é um trabalhador que ganha em cima de comissões e percentuais de venda da marca que representa.

Tudo isso significa que o representante comercial é um vendedor dos produtos e serviços da marca que representa. E, como bom vendedor, ele precisa conhecer a fundo cada uma das coisas que oferta.

Afinal de contas, os usuários desejam saber quais as vantagens do produto, sua durabilidade, conservação etc.

Conhecer seu trabalho também garante ao representante alcançar o seu público-alvo mais facilmente. Inclusive descobrindo quem são essas pessoas e o que elas esperam do seu atendimento.

Muita gente também conhece os representantes como revendedores. Eles são profissionais autônomos e não possuem vínculo empregatício com a marca que representam. A menos, é claro, que sejam contratados como empregados de uma empresa.

Para investir em uma representação comercial, o profissional não costuma aplicar muito dinheiro. Normalmente, basta que ele adquira um pequeno estoque do produto e materiais “oficiais” da marca, como uma mala para exposição.

Além disso, o representante não precisa se limitar a apenas uma marca. Se decidir representar várias de uma só vez, ele poderá tentar realizar diversas vendas aos mesmos consumidores. 

Os setores mais comuns na representação comercial são: o de beleza (especialmente com cosméticos), alimentos e utilidades domésticas.

O trabalho do representante inclui contatos telefônicos, reuniões e visitas a clientes e possíveis parceiros. Assim, ele realizará suas vendas e obterá a comissão vinda da marca.

Em geral, uma pessoa pode deixar de ser representante da marca quando quiser. Isso já que não há vínculo empregatício entre ela e a empresa.

O que são as franquias?

Como citado antes, fora a facilidade de atuar e contar com uma marca já presente no mercado, franquias e representações são muito diferentes.

Começando pelo vínculo criado entre o empreendedor e franqueadora. Esse vínculo ainda não é empregatício, mas sim de uma parceria.

Saiba mais sobre o sistema de franquias no vídeo a seguir!

Ao adquirir uma franquia, o empreendedor abre uma nova unidade de uma empresa que já existe. Como no caso do McDonald’s, que possui inúmeras unidades de franquia espalhadas pelo mundo.

Dessa forma, o indivíduo se torna dono do próprio negócio. Mas ele precisa seguir o plano de negócio da marca, mantendo a padronização da rede.

Isso significa que o empreendedor irá comercializar os mesmos produtos e serviços que a marca hoje. Mas em uma nova unidade, em um novo ponto comercial.

Para essa padronização, o empresário recebe o plano de negócio da marca. Assim como uma série de treinamentos e suportes, incluindo o suporte jurídico, de marketing e comercial.

Assim, executar o negócio se torna bem mais simples. Especialmente considerando que a marca, já conhecida, atrairá os consumidores mais facilmente ao negócio.

Outra diferença entre as representações e as franquias é que essas últimas têm um prazo de contrato. Em média, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), esse prazo é de dois anos. Cancelando-o antes, o empreendedor pode ter que quitar algumas taxas.

Mas essa regra varia, assim como os suportes da franqueadora. Para conhecer como a franquia escolhida trabalha, você precisará ler sua COF.

A COF é a Circular de Oferta de Franquia. Ou seja, o documento que traz todas informações importantes sobre o negócio. Incluindo o seu histórico, investimento necessário e regras da relação entre franqueado e franqueadora.

Como abrir uma franquia?

São vários os setores em que é possível investir em uma franquia. A ABF classifica-os em onze:

  • Alimentação
  • Casa e Construção
  • Comunicação, Informática e Eletrônicos
  • Serviços e outros negócios
  • Entretenimento e Lazer
  • Hotelaria e Turismo
  • Limpeza e Conservação
  • Moda
  • Saúde, Beleza e Bem-estar 
  • Serviços automotivos
  • Serviços educacionais

Só em 2019, o setor de franchising faturou R$ 186,7 bilhões. Em relação ao número de unidades, esse tipo de negócio cresceu 4,7% se comparado ao ano anterior.

Para iniciar uma unidade de franquia, o empreendedor precisa primeiro quitar a Taxa de Franquia à franqueadora.

Depois, ele faz o pagamento periódico de taxas que vão manter o seu suporte e direito de uso da marca. Os valores incluem especialmente a Taxa de Marketing e os Royalties. Veja mais sobre essa última no curto vídeo abaixo.

Tudo isso é regido pela Lei de Franquias. Segundo ela, o sistema de franquia empresarial é aquele pelo qual

“[…] um franqueador autoriza por meio de contrato um franqueado a usar marcas e outros objetos de propriedade intelectual, sempre associados ao direito de produção ou distribuição exclusiva ou não exclusiva de produtos ou serviços e também ao direito de uso de métodos e sistemas de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvido ou detido pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem caracterizar relação de consumo ou vínculo empregatício em relação ao franqueado ou a seus empregados, ainda que durante o período de treinamento.”

É melhor investir em representações ou franquias?

Para responder à essa pergunta que subintitula esse tópico, será preciso avaliar alguns aspectos. Como seu perfil, valores disponíveis para investimento, setor de interesse e objetivos em longo prazo. Veja abaixo!

Valores para investimento

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Como explicamos antes, é comum que a representação não exijam muito investimento. Quando é autônomo, o empreendedor cuida apenas de um estoque básico e seus materiais de trabalho.

Já para abrir uma franquia, é necessário pagar a Taxa de Franquia à franqueadora. Sem contar alguns valores que vão manter o suporte ao franqueado. Os custos variam, mas existem franquias baratas para investir no mercado.

É importante ter todo o necessário, ou meios de consegui-lo. Assim, o investimento no negócio escolhido será seguro e poderá manter certa saúde financeira do empreendimento. 

Perfil do empreendedor

Muita gente tem o sonho de abrir o próprio negócio — cerca de 50% dos brasileiros. Entre os jovens, esse desejo cresce para 74% da população.

Para quem deseja um negócio próprio, uma franquia pode ser a melhor opção. Afinal, iniciar uma franquia significa abrir uma empresa, enquanto ser representante comercial não.

Ainda assim, a representação comercial pode garantir bons rendimentos financeiros. Em média, os ganhos nessa atividade são de R$ 3 mil mensais.

A questão é descobrir qual o seu perfil: de um empreendedor dono do negócio, ou de um empreendedor que representa uma marca.

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Setor de interesse

Os setores de franquias são variados, mas os de representações nem tanto. Por isso, é importante se decidir pelo ramo desejado. Então, você poderá verificar as opções nos dois modelos de negócio.

É fundamental escolher um setor pelo qual você tem afinidade. Ou seja, que você goste de atuar, tenha interesse em trabalhar. Não é preciso, necessariamente, ter experiência no ramo.

Gostar do trabalho é importante porque vai garantir que você continue entusiasmado com o negócio. Assim, será mais simples se manter investindo tempo e dinheiro nele.

Para a escolha, também vale a pena verificar os números do setor. Ele dá lucro? Tem um grupo amplo de consumidores? Como têm se saído nos últimos anos?

De pouco adiantaria investir em um ramo “falido”, certo? Se dedique à pesquisa do negócio. Quanto melhor você conhecer no que está investindo, mais facilidade terá de lidar com ele. Seja o negócio iniciado no formato de franquia, seja no de representação comercial.

Objetivos em longo prazo

Em média, um contrato de franquia dura cerca de dois anos. O prazo pode ser interessante para quem deseja investir e colher frutos por um tempo maior.

Já a representação é um pouco imprevisível. Nada garante que o produto, serviço ou empresa com a qual você trabalha continuarão a ser relevantes. 

Saber quais são seus objetivos, profissionais e financeiros, vai facilitar a sua definição. Se abrir uma empresa e perpetuá-la for o seu desejo, ele será mais facilmente alcançado com uma franquia.

Na hora de escolher o melhor modelo de negócio para você, não se esqueça de avaliar cada pró e contra das opções. É importante ter certeza sobre o empreendimento, pois isso te dará maior segurança para atuar nele.

E então, representações ou franquias: qual se encaixa melhor no seu perfil e objetivos? Quer investir, mas sem gastar muito? Então, conheça outra opção: as microfranquias! Basta acessar o link.

Outra dica é contar com uma consultoria gratuita para entender seu perfil empreendedor e o que abrir. Neste caso, basta acessar: henriquemol.com.br.

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