Veja os segredos para fazer um plano de negócio completo

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Abrir uma empresa é algo que requer muito, muito planejamento. Mas, como definir os custos associados, atividades, registros e outros pontos? A resposta é simples: com um plano de negócio completo!

O plano de negócio é o documento que especifica tudo sobre uma empresa. Cada aspecto para a sua abertura, o seu funcionamento e crescimento aparecem nesse planejamento. Ele tem como objetivo guiar o empreendedor em sua jornada, “ao infinito e além”

Outra função do plano é angariar investimentos. É por meio deste documento que bancos e investidores-anjo podem avaliar se a sua ideia vale mesmo a pena.

Para tudo isso, você vai precisar do auxílio de um contador. O especialista possui experiência no assunto, e pode tornar todo o processo mais simples. 

Ainda assim, é importante que você conheça o passo a passo para o documento. Afinal de contas, a ideia de negócio é sua, e você saberá, como ninguém, como deseja colocá-la em prática.

O objetivo deste artigo é ajudar você a estabelecer, ao menos, o esboço de um plano de negócio. Com ele, será muito mais fácil buscar a ajuda de um profissional e tornar o documento completo e executável.

Vale dizer que, se você optar por abrir uma franquia, não vai precisar definir um plano tão detalhado. Na verdade, vai precisa ainda planejar seu passo a passo. Porém, o plano da empresa já vai estar pronto. A franqueadora vai disponibilizá-lo para você apenas executar. Para conhecer opções de franquias para abrir, clique aqui.

É hora de abrir uma empresa?

Iniciar o próprio negócio é o sonho de muita gente. Segundo pesquisas, cerca de 66% das pessoas desejam empreender no Brasil. Porém, abrir uma empresa é algo que merece uma boa análise. Apesar do desejo, nem todos têm uma boa ideia, ou o talento imediato para se garantir no mundo dos negócios. 

Por isso, antes de tudo, você precisa responder: é hora de abrir uma empresa? Vale a pena colocar seus planos em prática?

1. O que motiva você?

Existem vários casos em que o indivíduo deseja só empreender por empreender. Mas investir em um negócio leva tempo, dinheiro e muito trabalho. Iniciar um empreendimento sem ter um objetivo, além do lucro, pode ser um “tiro no pé”.

Desse modo, para saber se é hora de abrir uma empresa, você precisa estabelecer um bom motivo para empreender. Você acha que poderia mudar o setor? Quer oferecer algo que realmente beneficiaria os clientes? Uma empresa poderia mudar o financeiro e a dinâmica da sua família?

Avalie, com cuidado, se os objetivos são suficientes para levar a uma mudança do seu dia a dia. 

2. Que tipo de empresa você deseja?

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Investir em um setor só porque ele “dá dinheiro” pode se tornar um problema ao longo do tempo. Se você não tiver atração pelo tipo de empresa com a qual vai trabalhar, pode se cansar rápido e perder o interesse em fazer o negócio crescer. Ter visão de futuro é fundamental para trabalhar e deixar um legado.

Anote tudo. Quais as suas áreas de interesse? Como você pode investir nessas áreas? Quais delas dariam um bom retorno financeiro? As franquias, se for o caso, têm vários setores em alta para você investir.

O financeiro precisa ser o último aspecto avaliado, para garantir uma escolha mais acertada de acordo com o seu entusiasmo.

3. Qual será a cultura da empresa?

Se você já trabalhou formalmente em uma empresa, sabe o que gostaria de aplicar em um negócio. E mesmo que não tenha trabalhado, deve saber como gostaria de ser tratado e valorizado como funcionário. 

Programe transmitir os seus sonhos pessoais e objetivos aos colaboradores, e qual a sua visão de mundo para alcançar as metas. Estabelecer uma boa cultura vai permitir engajar os seus futuros funcionários, e estimulá-los a trabalhar pelo crescimento do negócio.

4. Onde você quer chegar?

Qual a sua visão de futuro para a empresa? Onde você quer estar daqui a dois ou cinco anos? Quantos clientes você deseja alcançar, e como quer afetar a vida deles? 

Definir os objetivos a longo prazo facilita planejar o passo a passo para chegar lá, e também engajar os seus colaboradores. Preveja seu crescimento ano a ano, mas lembre-se de manter uma estimativa possível. 

O crescimento saudável de uma empresa é gradual, e de nada adiantará estabelecer metas irreais.

Como fazer um plano de negócio completo?

Não importa o seu tipo de empresa ou área de atuação. Estabelecer um plano de negócio é parte fundamental do empreendimento. É este documento que descreve as várias metas da companhia e o passo a passo para alcançar cada uma delas. 

Com a definição de todas as etapas da empresa, as chances de acerto e de sucesso do empreendimento são muito maiores. Por meio deste planejamento, também é possível prever imprevistos e o modo de superá-los. 

Tão detalhado assim, um plano de negócio completo vai demandar tempo, paciência e muita pesquisa. Mas o esforço é necessário. Apenas com o plano estabelecido, você terá uma clara visão sobre os pontos fortes e fracos do negócio, e se realmente vale a pena abrir a empresa.

Como falamos antes, se você optar por abrir uma franquia, vai receber o plano de negócio completo da marca já pronto. Vai ser só preciso colocá-lo em prática. Mesmo assim, será importante se planejar para executar o plano, e as informações abaixo podem ajudar.

1. Sócios e atribuições

O primeiro passo para estabelecer um bom plano de negócio é definir quem serão os sócios da empresa. Contar com sócios é uma boa opção porque descentraliza o gerenciamento do negócio, e também traz outras visões ao empreendimento. 

Porém, é necessário cuidado na escolha dos seus parceiros comerciais. Leve em consideração aspectos além da afinidade com outro indivíduo. Claro que sua família ou amigos podem ser bons sócios, mas eles também devem agregar ao negócio. 

Investir em alguém sem visão de futuro ou o menor tino empreendedor pode, com o tempo, gerar atritos e se tornar um entrave para o crescimento da empresa.

Antes de estabelecer a sociedade, verifique se os indivíduos não possuem pendências na Receita Federal, Secretaria de Estado da Fazenda ou no INSS. Ou então, se não têm o nome sujo no mercado. Situações desse tipo podem dificultar o registro do negócio e a obtenção de crédito para a empresa.

sócios apertando as mãos ilustrativa texto plano de negócio completo
Escolher um bom sócio faz toda a diferença para o sucesso de uma empresa.

Liste habilidades e funções

Com os sócios definidos, é preciso descrever cada um dos indivíduos, inclusive você mesmo. Qual será a contribuição de cada um para o negócio? Quais conhecimentos e habilidades farão diferença no desenvolvimento da empresa? Quando as decisões sobre o negócio poderão ser tomadas de modo individual?

É interessante listar todas as informações em tópicos. Assim, a compreensão dos dados será mais simples.

Defina as regras para o trabalho

Em uma etapa seguinte, é importante estipular o horário de trabalho e a participação nos lucros de cada indivíduo. Assim como estabelecer o pró-labore, ou seja, o salário mensal dos proprietários. 

Definir o pró-labore é importante para que os indivíduos sempre possuam uma renda, e para que os demais valores possam ser aplicados no crescimento da empresa.

Outro ponto essencial é estabelecer regras para a contratação de amigos e familiares como funcionários. Se esse tipo de contratação for possível, os colaboradores deverão compreender que “amigos, amigos, negócios à parte”. Deixar as relações “soltas demais” pode prejudicar o desenvolvimento da empresa.

Lembre-se, também, de estabelecer normas de sucessão e saída da sociedade. Se o parceiro desistir do negócio, ou se vier a falecer, alguém poderá substituí-lo? Como será o processo de saída do parceiro, e quais seriam os direitos do novo associado?

2. Dados da empresa

Sua empresa precisa de um bom nome, mas pode ser difícil defini-lo. Não só porque é necessário criatividade, mas porque esse nome precisa ser único.

A Razão Social de uma empresa é o nome “formal” do negócio, aquele que aparecerá nos documentos comerciais e de registro do empreendimento. Para ter a certeza de que o nome será único no seu estado, você deverá consultá-lo na Junta Comercial.

Já o Nome Fantasia da empresa pode ou não ser igual à Razão Social. O Nome Fantasia funciona como um apelido, uma denominação pela qual a sua companhia será conhecida. O apelido não pode ser igual ao de outra empresa do seu ramo de atuação.

Missão, Visão e Valores da empresa

Se você acessar ao site de qualquer negócio, provavelmente vai encontrar listadas a missão, visão e valores da empresa. Quais os objetivos do empreendimento? Como você pretende alcançá-los? Esse tipo de informação funciona para direcionar os colaboradores, e também para chamar a atenção do cliente. 

Setor do negócio

Se você anda com a ideia de uma empresa em mente, provavelmente já sabe em qual setor vai atuar. Ainda assim, citar e explicar o ramo de negócio é fundamental para o planejamento dos serviços. 

Os setores da economia são os seguintes: Agropecuária, Indústria, Comércio e Prestação de serviços. Especifique bem como você irá atuar no ramo, e diga o porquê da escolha. Apresentar suas motivações e o potencial do setor trará mais segurança aos investidores.

Forma jurídica

Definir a forma jurídica da empresa significa escolher como ela será tratada pela lei, e como será o seu relacionamento jurídico com terceiros.

São quatro os principais regimes jurídicos possíveis: Microempreendedor Individual (MEI), Empresário Individual (EI), Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) e Sociedade Limitada (S/A).

Regime tributário

Já o regime tributário de um empresa indica o modo de pagamento dos tributos do negócio. A escolha pelo regime ideal vai garantir a economia de valores e a facilidade de se manter em dia com o fisco.

Seus principais tipos são: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.

Fonte de financiamento

De onde virá o dinheiro para o financiamento do negócio? Será necessário obter empréstimo bancário? Algum investidor está interessado na companhia? Os sócios vão aplicar valores do próprio bolso?

Indicar quanto e qual a origem de cada valor dará maior segurança e controle financeiro aos parceiros do empreendimento.

Análise de mercado

Analisar o mercado significa avaliar, com enorme cuidado, como anda o seu setor de atuação. Quais são os bons e maus números, e como seus concorrentes têm atuado?

É importante avaliar os serviços mais vendidos. Assim como entender o porquê das mudanças no ramo naquele período. 

homem analisando dados no notebook
Analisar dados do mercado garante que você invista com mais segurança.

Estudo dos clientes

Conhecer o seu cliente é algo fundamental em vários aspectos. Primeiro, porque você descobre como vender para ele. É preciso pensar no produto que o consumidor precisa e em como utilizar seu marketing para atraí-lo.

Para definir um cliente “ideal”, você pode avaliar as características que desejaria que ele tivesse. Porém, também precisa fazer pesquisas de mercado. 

Por exemplo: para a sua clínica de estética, pode ser que o grupo de clientes imaginado inclua mulheres entre 20 e 30 anos. Porém, ao pesquisar pelos serviços que serão oferecidos, você percebe que homens da mesma idade têm interesse no seu atendimento. Assim, você poderá desenvolver ações para ambos os públicos, bem além do pensado de início.

Procure estabelecer o máximo de características possíveis dos seus clientes. Qual a idade, trabalho, quanto ganham, quais os interesses, escolaridade, onde eles moram e mais. Se o seu cliente for uma empresa, avalie em que ramo ela atua, o tempo de mercado, capacidade de pagamento e outros aspectos.

Também é importante descobrir o que leva os consumidores a comprarem. O que vai fazê-los se interessar pelo seu produto ou serviço? O preço? Prazo de entrega diferenciado? A qualidade de atendimento da companhia?

Estudo dos concorrentes

Para se destacar no mercado, é preciso apresentar diferenciais. Se você oferecer o mesmo que as outras empresas, será só mais uma na multidão. 

Assim, é importante avaliar o seus principais concorrentes, e identificar como eles buscam satisfazer as necessidades do cliente.

Pesquisa de fornecedores

Não importa o seu setor de atuação: você precisará de matéria-prima e equipamentos de trabalho. Quem serão os seus fornecedores? É necessário avaliar não só os preços dos produtos, mas também a qualidade das mercadorias, as condições de pagamento e o prazo de entrega.

Pesquise, ainda, a  fama do fornecedor no mercado. Seus bons concorrentes confiam nos produtos, ou preferem outros parceiros?

Produtos e serviços

Nesse tópico do seu plano de negócio completo, você deverá descrever, de modo detalhado, os produtos e serviços que vai oferecer ao seu consumidor.

Informe quais serão os tipos e linha de produtos, tamanho, cores, modelos, tipo de embalagem, rótulo, marcas e todos os outros aspectos relacionados. No caso de um serviço, diga como será o passo a passo de sua execução e as garantias oferecidas ao consumidor. 

Lembre-se de que outras pessoas poderão ler o seu planejamento. Se o seu consumidor lesse o planejamento, ele compreenderia tudo o que você tem a oferecer?

Plano de marketing

Para que os consumidores conheçam os seus produtos e serviços, você precisará divulgá-los. Por isso, nesse tópico, é fundamental pensar em como você fará a promoção da sua marca. 

As ações de marketing de um negócio devem ser aplicadas não só no início do empreendimento, mas também durante todo a sua atuação no mercado. Elas podem ser adaptadas à medida que a sua empresa crescer, para atender ao que o seu público precisa. Algumas das opções para a divulgação da sua empresa são:

  • Propaganda em rádio, jornais, TV, revistas e outras mídias;
  • Propaganda na internet;
  • Redes sociais;
  • Carro de som;
  • Faixas de divulgação;
  • Amostras grátis;
  • Panfletos; 
  • Brindes e sorteios
  • Programas de pontos/descontos;
  • Cartões de visita;
  • Participação em feiras e eventos etc.

Preço

Na hora de definir o preço do seu trabalho, você precisa fazer um estudo amplo de mercado. A lógica é simples: o consumidor não quer pagar muito mais pelo seu serviço. Baseie o seu preço no que já é cobrado no mercado. 

Ainda assim, lembre-se de considerar os seus gastos e ganhos necessários para manter a empresa em funcionamento. Não seja um “mercenário”, mas também não tente atrair o usuário com um preço muito baixo. No fim do mês, as contas podem não fechar.

Estrutura de comercialização

Planejar a estrutura de comercialização do seu negócio significa programar como os seus produtos ou serviços chegarão ao cliente. Ou seja, pelo e-commerce, vendedores, representantes, consultores externos, telemarketing e outros.

É importante avaliar se o canal escolhido também se encaixa no seu tipo de atuação. É difícil imaginar, por exemplo, a venda de gado pelo telefone, não é mesmo? Saiba como o consumidor espera receber o seu produto e, caso deseje inovar, avalie se a sua ideia atenderá de verdade ao seu público. 

Uma dica é montar uma boa equipe interna, que conheça a fundo seu produto. Na hora de vender, os seus representantes devem mostrar confiança no que dizem sobre a empresa.

Localização do negócio

Como último ponto da parte de Dados da Empresa, indique tudo sobre o espaço físico do negócio. Isso mesmo que o seu investimento seja home office. Se for esse o caso, fale sobre a estrutura que a sua casa oferece para o trabalho e o porquê da escolha por essa localização.

Já um bom ponto comercial, fora de casa, deve ser de fácil acesso para consumidores e para fornecedores. Também é fundamental que a localização seja aprovada pela Prefeitura Municipal.

Há atividades que não podem ser exercidas em áreas residenciais, por exemplo. Sem o alvará de funcionamento adequado, o empreendimento pode sofrer uma série de fiscalizações e multas.

3. Plano Operacional

Outro passo importante na hora de planejar o seu negócio é determinar como o espaço físico será dividido. Defina quais serão as salas necessárias e a função de cada uma. Se for preciso realizar reforma, esse plano do layout físico será ainda mais importante. Você deverá considerar:

  • O conforto das pessoas que vão trabalhar no espaço;
  • A facilidade de trânsito entre as salas; e
  • Proximidade dos assuntos que fazem parte de uma mesma área (um exemplo é colocar o estoque próximo à sala de produção).

Com o planejamento finalizado, a divisão dos ambientes deverá proporcionar o aumento da produtividade. Deve ainda diminuir o retrabalho, facilitar a comunicação entre setores e permitir a localização rápida de insumos. 

No caso do espaço direcionado ao consumidor, categorize os produtos de forma que eles sejam facilmente encontrados. Mesmo com vendedores disponíveis na loja, há várias situações em que o cliente simplesmente vai embora por não ter encontrado o que procurava.

Capacidade produtiva

Indique quanto será produzido por dia, ou quantos consumidores serão atendidos. Fazer essa estimativa cria uma meta importante, diretamente ligada ao seu lucro.

Além disso, uma previsão realista evitar a ociosidade e o desperdício de insumos.

Estimativa do estoque inicial

Para abrir uma empresa, você precisa definir todos os insumos necessários. Tanto para a produção, quanto para a venda aos clientes. Calcule toda a matéria-prima inicial necessárias, as embalagens, produtos para a revenda, materiais utilizados na prestação de serviço etc.

Com base nessa estimativa, será possível estabelecer os gastos iniciais do empreendimento, algo fundamental para o seu plano financeiro. Identifique quais os materiais necessários, a quantidade de cada um, o preço unitário e o total gasto.

estoque de produtos imagem ilustrativa texto plano de negócio completo
O estoque do seu negócio deve ser bem gerenciado e estar sempre em dia.

Processos operacionais

Agora, é hora de descrever como a sua empresa irá funcionar, etapa por etapa. Indique como será feita a compra de insumos, o passo a passo para a fabricação dos produtos ou execução do serviço, qual será o processo de venda e a rotina administrativa da empresa. Quanto mais detalhados os processos, melhor.

Colaboradores necessários

Também é importante listar quem serão as pessoas responsáveis por cada etapa. Mesmo que você ainda não tenha contratado funcionários, indique que tipo de profissional realizará a atividade. Avalie, inclusive, quantos serão os profissionais necessários para cada função.

É importante consultar os sindicatos de classe, para avaliar a legislação, o piso salarial, direitos da categorias de especialistas e mais.

4. Planejamento Financeiro no plano de negócio completo

Os custos fixos são os que garantem que o seu negócio comece a funcionar. São custos imediatos, que só vão precisar ser gastos novamente se algum dos produtos estragar. Ou então, se a demanda de produção/atendimento da empresa aumentar. 

Liste os equipamentos, móveis, máquinas, ferramentas, utensílios, instalações e veículos necessários. Indique quanto será necessário de cada um, o custo unitário e o total desembolsado.

Capital de giro

Já o capital de giro do negócio é o valor necessário para manter a empresa funcionando. O quanto será preciso para manter os estoques e assegurar o pagamento de fornecedores?

Inclua as despesas periódicas nessa parte do planejamento financeiro. Sejam essas despesas mensais, trimestrais ou pagas em outros intervalos.

Investimentos pré-operacionais

Os investimentos pré-operacionais são aqueles relacionados à reforma e às taxas de registro do negócio. Coloque na sua lista itens como a pintura, instalação elétrica, redimensionamento das salas, troca de piso e taxas como para o pedido de alvará.

Estimativa de faturamento

Saber o quanto você vai faturar por mês é uma tarefa difícil, principalmente no planejamento, em que você nem iniciou o negócio. Ainda assim, é importante estimar os valores, para verificar em quanto tempo o seu empreendimento dará retorno.

Para o cálculo, considere o preço definido para os seus produtos e estime alguns clientes por mês. Com o tempo, o resultado poderá ser atualizado.

desenho homem pulando em lâmpadas de ideias e subindo em direção a uma moeda ilustrativa texto plano de negócio completo
Uma boa ideia pode garantir ótimos lucros, desde que seja planejada e bem executada.

Custos unitários

Calcule o custo dos materiais para cada unidade fabricada, ou para cada atendimento realizado. Os gastos são variáveis, já que o preço da matéria-prima varia. Ainda assim, prever o custo a cada execução vai ajudar a definir o preço final do seu produto.

Custos de comercialização

Gastos com impostos e comissão de vendedores também devem aparecer. As comissões, aliás, vão além do salário desses representantes, e devem ser estimadas em valores mais altos. Afinal, você nunca sabe quanto o representante irá vender naquele mês.

Custos com mão de obra

Os colaboradores contratados vão demandar vários outros custos. Além dos salários, existem os custos com benefícios (como plano de saúde e vale transporte) e encargos sociais (FGTS, 13º salário, INSS, férias, horas extras, aviso prévio etc.). Não esqueça de listar todos os cargos e estipular a média do salário de cada um no mercado.

Custo com depreciação

Os equipamentos de uma empresa se depreciam ao longo do tempo. Ou seja, se desgastam conforme o seu uso e precisam ser trocados para manter o negócio em atividade. 

Por isso, relacione as máquinas, equipamentos, utensílios, veículos e ferramentas. Depois, determine o tempo médio da vida útil de cada um dos produtos, estimando quando será necessário trocá-los. 

Também vale a pena indicar os gastos com manutenção dos equipamentos, e de quanto em quanto tempo ela será realizada.

Custos fixos operacionais 

Independentemente de como a sua empresa se desenvolve, você precisará quitar valores como o salário dos funcionários, aluguel, energia elétrica etc. Custos fixos não mudam por variáveis como o faturamento do negócio.

Investimento total no plano de negócio completo

Sabendo de todos os custos relacionados à empresa, você poderá definir o investimento total para ela. Conte com o auxílio de um contador, para garantir que todas as estimativas estarão corretas. 

5. Previsão de resultados

A rentabilidade de uma empresa precisa ser indicada sob a forma de percentual por unidade de tempo. Os valores são calculados dividindo o lucro líquido pelo investimento total no empreendimento. Dessa forma, você poderá definir o retorno do capital investido.

Ponto de equilíbrio

O quanto a sua empresa precisa faturar para pagar todos os seus custos? Atenção aos valores necessários! 

Prazo de retorno do investimento

O prazo de retorno nada mais é do que o tempo necessário para que a empresa comece a gerar lucro, cobrindo o que foi investido por cada sócio.

Construção de cenários

Um plano de negócio deve, ainda, indicar vários cenários possíveis para empresa. Imagine cenários pessimistas, como a queda nas vendas, e otimistas, em que o faturamento vai superar o esperado.

Em seguida, avalie quais serão as medidas necessárias para superar as adversidades. Ou então, para melhorar ainda mais as boas circunstâncias.

Avaliação estratégica

Para finalizar o plano de negócio completo, faça a análise FOFA do planejamento. Ou seja, avalie as Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças do negócio.

Verifique os pontos fortes e fracos da empresa, e refaça os tópicos se ela puder se tornar mais competitiva. De tempos em tempos, você também pode refazer essa análise e garantir adaptações em seu dia a dia.

6. O Sumário Executivo

Com todas as etapas do plano de negócio estabelecidas, será hora de listar o sumário. O sumário deve aparecer logo nas primeiras páginas do planejamento. Isso vai garantir que, logo de cara, qualquer um compreenda a ideia de negócio.

Quer continuar sua leitura para saber mais sobre o plano de negócio e sua importância? Acesse: Dicas valiosas: saiba como elaborar um plano de negócios eficiente.

Você também pode contar com uma consultoria gratuita para abrir sua empresa. Neste caso, acesse: henriquemol.com.br.

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